sábado, 10 de dezembro de 2011

Green Day - Who Wrote Holden Caulfield? (Awesome As Fuck, Live CD)

Depois de uma caça em milhões (três) livrarias, finalmente achei pelo (absurdo) preço de R$59,90, o livro que encabeçava minha WISHLIST de férias. Muita gente fala desse livro, principalmente (e infelizmente) pelo fato de o assassino do John Lennon, Mark David Chapman, carregar um exemplar desse livro no dia em que o crime, ou até mesmo atirador que tentou matar o presidente Reagen ter alegado que se inspirou na obra de J.D. Salinger para cometer o crime.
Triste que o livro tenha tanta notoriedade devido a esses trágicos eventos, porque é um livro fantástico. Foi um dos primeiros livros a retratar os dramas adolescentes, e fez isso de maneira fantástica. Mesmo tendo sido publicado em 1945, é possível perceber várias semelhanças com o modo de pensar e agir dos jovens do século XXI. Tão semelhante é o comportamento de Holden Caulfield com o de um adolescente de 17 anos que vive nos anos 2000 que fica difícil imaginá-lo com roupas da época e em um cenário da década de 40.
O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de 17 anos, de Nova York, que acaba de ser expulso do colégio interno Pencey. O narrador personagem inicia a história contando como convivia com seus colegas e professores onde estudava, e toda a narrativa é cercada de flash backs um tanto quanto deprimentes, e retrata como Holden lida com seus amigos, sua família e com a morte de seu irmão mais novo, Allie.
É claro que cada leitor tem seu jeito de lidar com seus livros, suas histórias e seus personagens, e eu ainda não sei como é o MEU jeito de lidar com isso. Geralmente eu sou invadida por uns sentimentos do tipo "quero ser ele" ou então eu fico querendo conhecer o personagem, ser amigo dele ou qualquer coisa do tipo. Com Holden, foi diferente. Eu me senti ele durante grande parte da obra, e acho que isso é porque eu compartilho com ele a forma de ver o mundo (que alguns dizem ser pessimista, mas eu acho que é simplesmente realista), e ao mesmo tempo queria ser amiga da fofíssima da irmã dele, a Phoebe (meio difícil pensar nela sem lembrar da Phoebe Phoebe de Friends, né).
Impossível também não acabar de ler o livro e começar a falar igual ao Holden, no duro. Acabei recebendo uns olhares esquisitos por falar desse jeito, mas faz parte.
É um livro muito bom, ele realmente cativa quem está lendo com a forma de descrever os acontecimentos e os sentimentos do personagem principal. Apesar de ter ficado absolutamente fascinada com a obra, achei a tradução MUITO pecaminosa, isso me deixou deprimida pra diabo. É evidente que não se deve deixar de ler essa obra prima por causa disso, mas vou procurar a versão original pra comparar.
Eu poderia passar horas falando sobre como fiquei apaixonada pela história (e pelo Holden), mas não quero dar nenhum tipo de spoiler (mais do que eu já dei).
O Apanhador No Campo De Centeio inspirou muitos artistas (além dos assassinos e coisa e tal), como por exemplo o Billie Joe Armstrong, vocalista do Green Day, que compôs a música Who Wrote Holden Caulfield? e o Guns N' Roses, que colocou a música Catcher In The Rye em seu 10-anos-esperado álbum Chinese Democracy.

Tenho uma mania esquisita de marcar as frases que eu mais gosto em um livro e eu vou colocar algumas aqui.

"-E a vida é um jogo, meu filho. A vida é um jogo que se tem de disputar de acordo com as regras.
-Sim, senhor, sei que é. Eu sei.
Jogo uma ova. Bom jogo esse. Se a gente está do lado dos bacanas, aí sim é um jogo - concordo plenamente. Mas se a gente está do outro lado, onde não tem nenhum cobrão, então que jogo é esse? Qual jogo, qual nada."

"O problema com as garotas é que, quando elas gostam de um camarada, por mais sacana que seja, dizem que ele tem um complexo de inferioridade, e, se não gostam dele, por melhor que o cara seja ou por maior que seja o tem complexo de inferioridade, chamam ele logo de mascarado."

"É engraçado. A gente nunca devia contar nada a ninguém. Mal acaba de contar, a gente começa a sentir saudade de todo mundo."

E, de novo, teria mais um monte de frase bacana pra colocar, mas não quero estragar nenhuma surpresa.

5 Estrelinhas, e entrou pro TOP 3.

domingo, 9 de outubro de 2011

Absurdos à solta nesse mundo


No mês passado eu passei pela experiência provavelmente mais estranha da minha vida (até agora): assisti ao filme mais sem noção de todos os tempos.
"A serbian film" foi indicado por uma pessoa igualmente sem noção, mas que tem um certo crédito comigo, então resolvi dar uma olhada. E que olhada... O diretor sérvio Srdan Spasojevic simplesmente decidiu colocar tudo que há de errado no mundo em cenas cinematográficas. Me permitam até usar o clichê: é realmente um show de horror. A obra abrange os seguintes "tópicos": estupro, tortura, pedofilia, necrofilia, abuso sexual de crianças, sequestro e por aí vai.
É um pouco perturbador pra mim tentar imaginar o que se passa na mente de alguém que pensou esse filme, cada detalhe. Como pode? Esse cara deve ser muito louco mesmo. Na verdade, os caras. Foram os três sérvios Aleksandar Radivojevic, Srdan Draqojevic e Marija Stanosevic que fizeram o roteiro da coletânea de absurdos. Talvez eles gostem dessas atrocidades.
Talvez eles queriam/queiram mostrar para o mundo que tudo isso realmente acontece e que algo precisa ser feito. Mas se o objetivo for esse último, eles tentaram da maneira errada, já que o filme foi censurado praticamente no mundo inteiro, inclusive no Brasil. Mas agora pensem... Esse filme, na minha opinião, acaba com a imagem da Sérvia no mundo inteiro. Pelo menos eu fiquei bem abalada e pensando que todos os sérvios fazem aquelas coisas. Eu sei que é muita ignorância e estereótipo, mas é inevitável.
Mas acho que para cada um julgar melhor e mais "fielmente" (se é que existe isso) é só assistindo. Mas também tem aquela dica muito óbvia: quem não tem estômago pra sangue e gritos, não assista.



Por: Bruna Aguiar




terça-feira, 24 de maio de 2011

Panic! At The CD

Sempre adorei teorias conspiratórias e mensagens subliminares, e não posso falar disso sem ter em mente a frase do célebre V: "Não existe coincidência, apenas a ilusão de uma coincidência."
É óbvio que, até agora, o post não faz sentido. Vou explicar.

Sou fã declarada de Panic At The Disco, e curto (muito) os dois tipos de música que a banda fez ao longo da carreira. Tanto o rock alternativo (e subjetivo) do álbum de estreia A Fever You Can't Sweat Out, que voltou no último lançamento de Brendon Urie e seu baterista Spencer Smith, Vices And Virtues, quanto o calminho (e ao mesmo tempo psicodélico) rock de Pretty. Odd, que, segundo o próprio vocalista, foi inspirado no som de sua banda favorita, The Beatles.
Outro dia, estava futricando esse vasto mundo virtual e achei essa imagem:
Fiquei completamente em choque quando eu descobri que duas músicas do primeiro álbum do P!ATD tem seus nomes tirados dessa frase da personagem Alice (Natalie Portman) do filme Closer: Lying Is The Most Fun A Girl Can Have Without Taking Her Clothes Off e But It's Better If You Do. Ryan Ross, antigo guitarrista da banda, escreveu ambas as músicas em homenagem à atriz que dá vida à Alice após assistir o longa.
Mas não para por aí...
Todo o CD é recheado de referências a obras de outras pessoas, como por exemplo:
- A faixa London Beckoned Songs About Money Written by Machines tem seu nome inspirado na frase "extremely torrid tunage from London beckoned-songs about money written by machines", do livro Shampoo Planet, de Douglas Coupland.
- A canção Camisado apresenta fortes referências ao livro Fight Club de Chuck Palahniuk e é também referente à luta do pai de Ryan Ross contra o alcoolismo.
- O título de I Write Sins Not Tragedies provavelmente a música mais conhecida de todo o repertório, foi retirado da frase "what I write are not sins, I write tragedies", também do livro Shampoo Planet, de Douglas Coupland.
- A faixa Time To Dance foi totalmente baseada na obra Invisible Monsters, também de Chuck Palahniuk.
Dentre outras...

Se você já conhece a banda, vale a pena escutar com atenção e, quem sabe encontrar mais referencias subliminares a outras obras culturais. O mesmo vale para aqueles que não conhecem o som, adicionando que, na minha opinião, não haverá arrependimento.
O termo "Build God, Then We'll Talk" é uma citação do livro Choke, de Chuck Palahniuk, e a melodia da música é derivada da sátira The Sound Of Music, assim como sua letra.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Essa vida ocupada...


E a gente que achou que não podia ficar pior, ein? A cada ano que passa a gente tem que se matar de estudar mais e mais, e não sobra tempo pra nada, nem pra atualizar nosso lindo e amado blog *todos chora*
Então pra você, que está desocupado a ponto de estar lendo isso, só te recomendo uma coisa: desliga o computador e vai assistir Fight Club, porque esse é simplesmente o filme mais legal do mundo, e eu tenho mantido relações sociais somente com pessoas que já assistiram essa obra de arte. Ok, essa parte é brincadeira. Mas sério, assistam.


E se mesmo assim você não se convenceu de que TEM que assistir o filme, te dou quatro simples razões:
- Brad Pitt sem camisa (vai que te empenha, né...)
- É daí que vem a tatuagem no peito do PC Siqueira (eu costumava ser bem desocupada mesmo pra saber disso)
- Você vai se sentir maluco por ver coisas bizarras na tela (então pisque com um olho de cada vez enquanto estiver vendo)
- E se nada disso funcionar, eu tenho certeza de que você vai achar uma frase legal pra colocar no perfil do orkut.



PS: um dia eu JURO que vou tentar fazer uma resenha desse (e de outros) filmes pra colocar aqui.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu e a felicidade

Afinal, o que é a felicidade? É, todo mundo se questiona e essa pergunta já está batida, eu acho. Mas outro dia surgiu essa discussão na aula de inglês e foi quando eu realmente parei pra pensar sobre isso. É impossível definir o que é a felicidade, é uma coisa muito pessoal. Se formos analisar fria e secamente, uma pessoa que tem casa própria, escolaridade boa, família, amigos e não passa fome é uma pessoa feliz (na minha opinião né). Mas aí você repara que simplesmente TODO MUNDO reclama da vida (generalizando). É quase impossível achar uma pessoa completamente satisfeita com sua vida o tempo todo, isso não existe.
Não importa o quanto você tente colocar na cabeça que tem uma vida boa, você sempre vai encontrar algo para reclamar, afinal o seres humanos não são perfeitos. E, na maioria das vezes, as coisas das quais reclamamos são tão bobas. "Ai, não vou poder sair hoje". "Acabou o chocolate". Nessas horas de reclamação eu lembro de um livro que já li chamado Pollyana. No livro a personagem Pollyana, que é apenas uma garotinha, parece saber muito mais da vida do que qualquer um. Ela joga um jogo eterno, que ela intitula "a vez do contente". É muito simples jogá-lo: basta ver o lado bom de TODAS as coisas. "Ah, mas nem tudo tem seu lado bom". Tem sim, se você não tiver preguiça de procurar. Acho que se todo mundo pelo menos tentasse jogar a vez do contente, seria mais feliz.
Mas enfim, depois de pensar sobre isso tudo eu fui refletir sobre o que me faz feliz. Fiz uma lista bem grande:
- amigos
- família
- roupas
- sapatos
- esmaltes
- piadas
- risadas
- sorrisos
- festa
- viagens
- chocolate
- sucrilhos
- miojo
- livros
- filmes
- tumblr
- música
- twitter
- youtube
- pupe
- omgpop
- fotos
- shoppings
- perfume
- balas
- pirulitos
- rocambole
- laços
- lojas
- lugares bonitos
- arte
- cabelo (meu ne)
- pessoas desconhecidas
- cachorros
- alpacas
- gatos
- joaninhas
- xinxilas
- coelhos
- montanhas
- neve
- frio
- inverno
- plantas
- papel
- lapizeira
- caneta
- tinta
- mãos
- olhos
- água
- tesouras
Cansei, chega né? Haha. Então, eu vi que MUITA coisa me faz feliz, mesmo sendo simples. Eu percebi que não me falta nada, que eu estou completamente realizada e que o que eu conquistar à mais é bônus de felicidade. Agora eu pergunto à você, leitor, o que te faz feliz?

por Bruna Aguiar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Como Fica Esse Tal De Amor?

Era uma vez uma garota. Era uma vez um garoto. Por alguma razão cósmica, ou porque os deuses quiseram, um dia eles se conheceram. Apaixonaram-se, casaram e viveram felizes para sempre. Essas coisas não existem! Encontros por acaso? Pessoas que estão pré-destinadas a ficarem juntas? Não! Isso é marketing, coisas que filmes água-com-açúcar e livros toscos sobre vampiros metrossexuais e meninas princesas fazem você acreditar que existem.

Na vida real as pessoas estão cada vez mais desacreditadas no amor. Talvez porque o mundo esteja repleto de holofotes brilhantes e chamativos que nos convidam ao “pecado”, à traição, à luxúria, dentre outras tantas coisas.

Se a história do garoto e da garota ocorresse no século XXI, muita coisa seria diferente. Se na fila do pão sua moeda caiu, e um homem de 20 anos pegou, tirou o chapeu pra você, e hoje você está sentada ao lado dele fazendo os preparativos para a festa de Bodas De Ouro e não acordou depois de algumas horas, você teve sorte. Muita sorte. Às vezes acontece de o acaso estar do nosso lado.

Digamos que ele anda meio nervoso. Ou os casais estão abusando de seu árduo trabalho de unir os pombinhos. O fato é que grande parte dos casamentos (como no caso da garota e do garoto) acabam em separação. Vale lembrar de “sábios provérbios”nessas horas, como “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. É claro que meter amantes no meio não ajuda em nada também.

Caro amigo(a), concluo dizendo que, se não deu certo, é melhor pular pra próxima. Ninguém é perfeito pra ninguém, e você nunca vai achar alguém assim. Mas, com sorte, vai achar alguém por quem os “perrengues” valham a pena (e isso inclui a toalha na cama, a tampa do vaso levantada e as calcinhas beges penduradas no Box do banheiro). O amor é ótimo, mas é complicado. Mas isso só se for amor. Pegações de uma noite só, querido(a), não são significados de amor. Entenda isso, pelo amor de Deus.

O Novo Ópio

“A religião é o ópio do povo.” Essa frase que um dia fora tão comum, hoje é vista em livros de história e programas de TV que tratam de civilizações antigas. Não é que a sociedade atual não sinta mais necessidade de um “ópio”. O que tem ocorrido ultimamente é uma substituição da religião pela ciência, que, por apresentar respostas com fundamentos lógicos, tem recebido mais “fieis”.

A verdade é que quanto mais as pessoas se convertem para a ciência deixando de lado os dogmas da Igreja, mais elas se sentem sozinhas, pois, diferentemente da religião, a ciência não acolhe. Ela esfrega fatos que mudam as vidas de milhares de pessoas com frieza, sem se importar com a essência humana, que está, como diz a religião, na alma.

Se a sociedade hoje condena a Igreja por ser obsoleta, é porque tem como base os conhecimentos científicos, que evoluem significativamente a cada semana que se passa. A Igreja tenta se adaptar às boas novas que a ciência traz, como fez o Papa Bento XVI ao aceitar o uso da camisinha como método de prevenção da AIDS. Pobre instituição milenar atrasada que não aceita o uso do preservativo como método contraceptivo. Isso seria demais para que ele agüentasse.

Religiosos fanáticos não admitem que se a ciência e a mentalidade humana não tivessem evoluído, sua instituição estaria queimando mulheres vivas até hoje, e cientistas fanáticos não assumem que a “partícula da vida” pode ser o que a Igreja chama de “Deus”.

Mas, afinal, pra que serve a religião? E a ciência? Acredito que a religião seja, para a maioria das pessoas, algo para acreditar. Uma esperança nesse mundo em que guerras, assaltos, assassinatos e crueldades são doses diárias de realidade. A busca incansável pelo inalcançável. Já a ciência, pode ser a ambição humana por respostas, pela tecnologia, pelo novo.

Entretanto, quanto mais respostas, mais perguntas virão, e esse ciclo se perpetuará até o fim dos tempos. Quantos cientistas vão morrer sem saber a resposta chave para o que estavam procurando? E, agora, pergunto: Duas pernas que movem o mundo não podem andar juntas?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pro Ar


Só ele sabia o que aquele olhar significava. Nem eu tinha certeza. Mas eu sentia, e como sentia. Alguma coisa como um último forçado, dolorido e insuportável olhar. Depois de tantos anos entre tapas e beijos, realmente achei que saberia lidar com ele a ponto de sobreviver ao momento. Mas é claro que eu nunca aprenderia.

Dias depois de lutar contra meus próprios sentimentos, não consegui manter a razão e acabei sendo impulsionada por ele enquanto conversávamos.

Nos encontramos perto de casa e ele me levou para a dele, onde poderíamos ter um pouco de privacidade. Não tínhamos idéia do que aconteceria, mas isso tornou tudo bem melhor, e foi inesperado, surpreendente, insano e bem prazeroso.

Após suor e suspiros, vieram as lágrimas. Novamente, suspiramos abraçados. Tudo parecia tão certo, enquanto tentava acalmar a voz que gritava dentro de mim pra deixar aquele idiota sozinho, que era como ele merecia ficar, e seguir meu rumo. Mas eu não queria. Sabia que o amava, e sabia que, do seu jeito confuso e atrapalhado, ele me amava também.

Ninguém disse nada, porque não era necessário. Nossos olhares falavam por nós e eu quase deixei tudo pra trás pra eternizar aquele abraço. Não era possível. “Não sou mais uma criança e essa viagem está marcada a meses...” e, pela primeira vez naquele dia, a razão vigorou e fui me vestir.

Passamos em casa e peguei minha mala.

No caminho pro aeroporto, o silêncio engolia as horas felizes que tínhamos passado e impulsionava um luto antecipado. No aeroporto, andava para a sala de embarque como um condenado que caminha para a forca, agarrada à mão dele, que quase tremia.

Era a hora. Soltei sua mão e nos atraímos em outro abraço apertado que durou mais de dois minutos. Passei pelo portão e ele ficou lá, observando a sala de embarque com os olhos cheios d’água.

Quando entrei no avião, olhava pro “bobódromo”, onde os familiares ficavam igual bobos dando tchau pra seus parentes. Tinha um bobo muito especial naquele dia, que eu não via naquele lugar desde que terminamos da última vez.

Oito meses passariam depressa. Era com isso que eu contava.

Decolando, vi a pequena e chorosa silhueta que observava a aeronave de longe e mandei um beijo, mesmo sabendo que ele não veria. Então parei de tentar segurar o choro. E eu chorei muito.

Já estava nas nuvens quando me senti descendo pro inferno que seria aquela viagem tão inoportuna. “Logo agora que a gente ia se acertar...”

Fechei os olhos e tinha a imagem dele em meus braços. Esbocei um sorriso em meio às lágrimas que continuavam caindo.

Eu o tinha de novo. E estava tudo bem naquele momento.

Eu iria voltar para ele. Para nós.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Contribuição do amigo!

Pela primeira vez na história do ESPECTRO SINESTESIA temos a colaboração de um amigo! O @lucasbertao escreveu um texto super legal e eu pedi autorização pra colocá-lo aqui, então...


"Vivi. Ainda vivo. Aprendi sozinho a viver, mas escolhi a não viver sozinho. Vivo lembrando daquilo que não aconteceu. Vivo sorrindo para esquecer daquilo que entristece e chorando pra reviver aquilo que me fez bem. Vivo querendo entender as pessoas e ser entendido por elas. Vivo acertando erros e desconcertando acertos. Encontrando um motivo pra colocar tudo em seu lugar. Vivo esperando o melhor de todos e não me arrependendo de ficar desapontado. Vivo querendo nunca perder alguém e sonhando com o dia da sua volta. Vivo procurando um motivo pra acordar e uma desculpa pra dormir. Vivo amando. Vivo pedindo. Vivo sonhando. Sonhando com mais, pedindo mais e amando cada vez mais. Vivi intensamente. Somente vivi. Ainda vivo."

sábado, 1 de janeiro de 2011

FELIZ 2011!


Tá muito tarde pra isso?

Que 2011 venha com muitos amigos, beijos, comidas, dançass, esperanças, foco, grandezas, histórias, iluminação, juventude, lindos(as), maturidade, natureza, ótimas experiências, prosperidade, queijos (?), responsabilidades, sociabilidade, tudo de bom e do melhor, únicas alegrias, vitórias, xilofones e zebras (?) pra todo mundo!

(Porque queijos e zebras são indispensáveis para um ano bacana)

E nem precisa desejar que 2011 seja melhor que 2010, porque ele nem vai ter que fazer muito esforço pra isso.

E QUE VENHA O NOVO!


Beijos, Laura.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Top 5 - Livros (2)

Minha vez, meu top 5, uhul. É incrivelmente fascinante a maneira como certos livros nos envolvem, não é mesmo? Em alguns eu sou capaz de me ver na história, no cenário, nas falas, em tudo. Vivendo o livro. E as vezes eu até queria MUITO ter vivenciado a trama, de verdade. Eu tenho inveja de certos personagens, amo outros, quero ser outros...Mesmo que sejam aqueles personagens desgraçosos/desgraçados, eu amo eles. Há um certo charme e tudo mais. hehe...Apresento-lhes meu TOP 5 - livros WOWWW (@brunadisse_)



1) O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón
Bastou as primeiras frases do livro para que eu percebesse que ele se tornaria, com toda certeza do mundo, meu vício maior de todos. "Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. [...] Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço." Zafón conseguiu construir o personagem perfeito em um cenário deslumbrante, Barcelona nos anos 20. David Martín, ainda aos 28 anos, está afogado na própria desgraça, doente e desiludido. Até que surge Andreas Corelli, um suposto editor de livros, de origem exata desconhecida, que promete à David muito dinheiro e saùde. Mas o que David terá de dar em troca não é pouco, e o preço real da encomeda é o que o protagonista terá que descobrir no desenrolar do livro.

2) A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
Foi no o cemitério dos livros esquecidos que toda a trama começou. Daniel Sempere, de apenas 11 anos, foi levado por seu pai até lá. Chegando ao destino ele poderia escolher um livro, qualquer um, e diante dos milhares e millhares deles, o escolhido foi A Sombra do Vento, de Julián Carax. O fascínio pela literatura de Carax fez Daniel iniciar uma busca por informações sobre a vida do autor. Nessa busca ele descobriu que o Julián era pouco conhecido e que seus livros estavam sendo queimados. Uma aventura, que percorre as ruas da Barcelona da década de 40, se inicia à partir disso, a busca se intensifica. Zafón apela novamente ao cenário mais belo de todos, Barcelona, e deixa os leitores envolvidos num universo paralelo de suspense e curiosidade. Para as meninas: Zafón foi absolutamente cruel ao colocar dois homens perfeitos na história, impossível escolher entre Sempere e Carax.

3) O Guardião de Memórias - Kim Edwards
Dolorosas lembranças do passado fizeram Dr.Henry se livrar da filha recém nascida com síndrome de down e dizer à sua mulher, Norah, que a pequena não havia sobrevivido. Henry deu a filha à sua enfermeira, Caroline, e pediu que ela entregasse a menina para adoção. Mas o que ninguém sabia era que Caroline criou Phoebe como sua filha. Norah criou o outro filho, Paul (gêmeo da menina), com muito amor, mas nada conseguiu preencher o vazio deixado pela ausência da filha. A partir daí uma trama marcada por mentiras e traição se desenrola, deixando marcas que nem o tempo consegue apagar. É tentadora a maneira como Kim Edwards conseguiu retratar o drama de Norah, Henry e Paul durante toda a vida deles e, no final, dar espaço à um desfecho de alívio e felicidade.

4) Anjos e Demônios - Dan Brown
Robert Langdon em sua primeira aventura. O professor de simbologia é chamado ao CERN, maior laboratório de física de partículas do mundo, em Genebra, um símbolo marcado à fogo no peito de um cientista suiço, Leonardo Vetra. O assassino, após matar Vetra, rouba uma das armas mais poderosas da história: a antimatéria. Langdon descobre quem está por trás do assassinato: a antiga fraternidade dos Illuminati, agora reerguida. Para impedir que os Illuminati consigam se vingar da Igreja Católica, Robert vai para a Cidade do Vaticano aonde inicia uma perseguição incansável aos mais novos membros da fraternidade. Dan Brown conseguiu, em apenas uma obra, explicar o conflito entre os Illuminati e a Igreja Católica e também planejar a vingança perfeita dos cientistas. Além de tudo, o autor mostra o puta conhecimento (não existem palavras melhores para dar ênfase) nos tópicos sobre esses assuntos. Não podemos deixar de lado também os ambigramas, muito bem feitos, muito engenhosos, muito misteriosos e muito fodas.(passado, igreja católica, illuminati, conflitos etcetc)

5) Fortaleza Digital - Dan Brown
Ensei Tankado, um japônes cretino, com deficiência física causada pelas radiações da super famosa bomba de Hiroshima e ex-funcionário da NSA (Nacional Security Agency), pretendia (e jurou) vingar-se dos EUA. Para isso desenvolveu um algorítmo de encriptação inquebrável, até então considerado impossível, que se fosse publicamente utilizado faria o computador SUPERPOTENTE da NSA, o TRANSLTR, inútil na decodificação de mensagens. Tankado chamou esse algorítmo de Fortaleza Digital e contou com a ajuda de North Dakota (anagrama, bjs) <- (desvendei algo do livro, bjs) para tornar o FG público caso ele não conseguisse cumprir seu objetivo. All of a sudden Ensei morreu, supostamente por um ataque cardíaco. Em plena praça, na Espanha, quase morto, o japônes tenta chamar a atenção de todos à sua volta para seu anel na mão esquerda, que seria a chave do algorítmo. O vice-diretor da NSa, Trevor Strathmore, convida a criptóloga Susan Fletcher e seu noivo, David Becker, para ir a Espanha em busca do bendito anel e evitar que a vingança seja concluída. Os noivos tentam, então, evitar o que poderia se tonrar o maior desastre da história da NSA. E novamente Dan Brown mostra seu conhecimento e abundância de informação pra incrementar bastante o livro.


Tá, repeti dois autores. Por que será, ein? HAHAHA

Por Bruna Aguiar

Top 5 - Livros

Agora que eu e a @brunadisse_ estamos mais ou menos de férias, acreditamos que teremos mais tempo pra atualizar isso daqui, e a gente queria já começar de uma vez. Vamos direto ao que interessa.

Inspirada pelo último livro que li, Alta Fidelidade, de Nick Hornby, (que gerou uma adaptação pras telonas estrelada pelo fofíssimo John Cusack e dirigida por Stephen Freas), resolvi chamar minha parceiríssima blogueira pra fazer a lista de seus 5 livros preferidos, explicando o porquê de cada um estar lá, enquanto eu fazia o mesmo.

Sinceramente, isso é muito difícil. Here we go.

Top 5 – livros

Por @laurafnogueira

1) A Menina Que Roubava Livros – Markus Zusak

Todo o furor causado pela obra não foi à toa. A história de uma menina filha de comunistas narrada pela Morte, no auge da Segunda Guerra Mundial, me envolveu de forma que poucas conseguiram. Sempre fui apaixonada por todo o contexto da Segunda Guerra, e com certeza isso ajudou no meu próprio entusiasmo. Mas, como quase todas as pessoas que leram o livro comentaram, também achei as primeiras 50 ou 100 páginas meio enroladas. Entretanto, como fã da obra, devo recomendar a você, leitor de primeira viagem, que NÃO PARE DE LER, porque vale a pena.

2) Desventuras Em Série – Lemony Snicket

Uma série de 13 livros marcada por azar e desgraça. Lemony Snicket faz com que todos esses elementos desesperadores da história dos Baudelaire se torne fascinante e impossível de largar. As três primeiras obras (Mau Começo, A Sala Dos Répteis e O Lago Das Sanguessugas) deram origem à adaptação cinematográfica estrelada por Jim Carrey. Embora a sequência dos fatos seja alterada no filme, se torna impossível se desvencilhar dos rostos dos atores que interpretam os personagens ao ler a série. Quando comecei a lê-la, tinha 10 anos de idade, uma quantidade praticamente negativa de paciência e apenas metade dos livros publicados em português. E no que isso resultou? Dor de cabeça da minha mãe, que teve que me ouvir reclamando da demora da editora pra lançar os danados. Agora, com os 13 nas prateleiras de todas as livrarias, fica mais fácil pra você, que, como eu, é um leitor-traça.

3) Eu Sou O Mensageiro – Markus Zusak

E olha o Zusak aí de novo. Não, as duas histórias não têm ligação alguma. E não, essa não é narrada pela Morte. Pra ser bem sincera, eu não sei porque esse livro entrou no Top 5. De algum jeito, eu me senti um pouco Ed Kennedy e um pouco Audrey, o que significa que me senti meio ele, e meio apaixonada por ele. Isso acontece às vezes, né? (Por favor não me diga que sou a única maluca que passo por isso) Apesar de ter sido bastante envolvida desde o primeiro capítulo, fiquei um pouco decepcionada com o desfecho. Apesar disso, vale a pena, nem que seja para que eu mesma imagine meu final ideal.

4) O Código Da Vinci – Dan Brown

Acho que da lista toda, este é o mais famoso de todos. Mais querido? Não sei. Só sei que ele caiu no meu conceito quando eu descobri que a maior parte das sociedades descritas na obra são invenções da cabeça fantástica do autor. Inteligente, intrigante e envolvente, o romance te prende aos seus mistérios até a última página. Os anagramas, códigos e escritas ao contrário à lá Leonardo Da Vinci dão vontade de pegar um papel e resolver as charadas você mesmo. E foi o que eu fiz. E é muito divertido.

5) Todo Garoto Tem – Meg Cabot

O mais adolescente e bobinho de todos. Esse livro tem alguma coisa muito especial. A forma como é escrito (com e-mails e fragmentos de diários), torna a leitura fácil, sem deixar que falte peças importantes da história. De todas as obras que eu já li, essa foi a única que eu consegui ler três vezes, e isso se deve à facilidade de devorá-lo em dois dias ou até menos. Um pouco de humor, de crise de mulherzinha (pois é...) e 30kg de romantismo, que são despejados de uma vez só nas últimas páginas do livro, que o fecham com chave de ouro. Ideal pra quem tem um pouco de preguiça de pensar, ou quer dar um intervalo entre leituras de “peso”.


Como falei lá em cima, é muito complicado listar 5 livros preferidos pra alguém que já leu um bocado. Alguns livros me marcaram bastante, e não entraram no TOP porque 5 é um número muito limitante. Dentre eles estão: Confissões De Uma Banda 1 e 2 - Nina Malkin; Alta Fidelidade - Nick Hornby; O Símbolo Perdido - Dan Brown; A Montanha E O Rio - Da Chen; O Pequeno Príncipe - Antoine Saint-Exupéry; A Sombra Do Vento - Carlos Ruiz Zafón -que vai estar (SPOILER, HAHAHAH) no top 5 da Bruna- e outros milhares....

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tudo mini

Já ouviu falar em microconto? E em twitteratura? São conceitos relativamente novos que são tudo de bom.
A junção de ideias em poucas palavras é fantástica, e eu estaria com o meu futuro garantido se twitteratura desse grana! ahahahah
Então eu escrevi alguns microcontos (que não são tão micro assim, mas poxa, sou principiante) e vou deixar aqui. (já que tem uma década que nem eu nem a @brunadisse_ postamos aqui)


"E pensando arduamente na vida difícil, nos negócios e na amante, mal conseguia dormir. Quando fechou os olhos, não abriu mais. Era mais fácil do que tinha imaginado."

"A luz irregular dos faróis na pista foi a última lembrança antes da pior notícia da sua vida, que dirigia o carro à sua frente."

"Segurando a mão gelada e enrugada da avó, quis voltar atrás. Quatro olhos se fecharam. Dois guardavam lágrimas. Outros dois, escondiam a morte no silêncio do quarto."

"E logo agora que achava que poderia cuidar de sua vida, teria que cuidar da morte."



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

2010

Os dias parecem se arrastar cada vez mais...Tudo parecer piorar muito mais do que antes, e muito mais rápido. Não é preciso ser nenhum gênio, estudioso, pesquisador ou biólogo para perceber que, de fato, o mundo está acabando. Os Maias estavam certos, afinal. Tentaram nos alertar, ajudar. E todos os subestimaram, ignoraram e subjulgaram. Agora, até os que acreditaram neles terão que aguentar as consequências, pagar o preço pelos maltratos ao mundo.
É claro que nós, do ano 2010, não seremos os sofredores das maiores catástrofes da história, mas sim as gerações futuras. De um futuro muito próximo, por sinal. E é bem possível que a humanidade só acorde quando não houver mais "cura", quando o planeta Terra já estiver em seus últimos meses de existência. E quando isso ocorrer, virá a tecnologia monstruosa tentando salvar vidas, tentando criar um meio de vida na verdade, em Marte. E então só os mais ricos, poderosos e influentes seres humanos poderão bancar uma "vida nova". O que chega a ser irônico, já que atualmente os que mais percebem, e os primeiros a sentir a contagem regressiva da Terra são os animais. A água, que já era pouca, é quase nula agora. As geleiras estão derretendo e desabrigando ursos polares. Os animais estão morrendo...de calor, de falta de condições para viver. São eles que mereciam uma nova chance de vida.
Mais difícil do que tentar salvar o mundo, é ter que admitir que nós o estamos destruindo. Homo sapiens, a espécie mais "evoluída" de todas, a única racional, é na verdade, uma baita de uma espécie estúpida. Nenhum outro ser vivo seria capaz de destruir o próprio lar, o próprio habitat. Não é atoa que a Terra sobreviveu bem e por tanto tempo sem a humanidade.
Nessa era de tanta pressa e agilidade, o ser humano quis acelerar também o fim do mundo. Esse processo está aumentando sua velocidade incrivelmente, o que nos obriga a correr contra o tempo para freá-lo até que, finalmente, ele pare por completo. Mas pra isso vai ser preciso trabalhar duro para fazer todo mundo "funcionar". E no final, se nada der certo, o mundo vai recomeçar, à partir do caos, de novo...E se as forças que regem o planeta não interferirem e mudarem a formação do ser humano, a vida da Terra será um processo cíclico: nasce de uma bagunça, sobrevive bem por muito tempo e é morta muito rápido. Aí eu, e mais um monte de gente já morta, teremos que agradecer à essas forças, e à quem também não fez nada em prol do mundo, por terem nos assassinado, inúmeras vezes e por vontade própria.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Faz sentido?

Antes de tudo:


Vídeos semanais, ibope, sucesso, muitos acessos, divulgação. Os vloggers alcançaram popularidade, influência e garantiram seu espaço na mídia e na sociedade do século XXI. Mas nem sempre ser vlogger é fácil.

Felipe Neto é um bom exemplo disso. O rapaz de 22 anos é ousado, senão muito corajoso. Em seus vídeos, além de criticar as "modinhas", ele utiliza um vocabulário pesado. Mas, acima de tudo, consegue ser engraçado e divertido pela maneira com que fala. Mesmo assim, ninguém consegue agradar a todos. Não basta divulgar sua opinião e seus gostos sem aceitar os das outras pessoas e ainda ofendê-los sem razão aceitável ou evidente. Apesar do grande número de fãs, Felipe Neto tem também vários "inimigos".


Lorena Brazil é uma garota de 13 anos que faz parte desse grupo e resolveu tornar pública sua raiva (ou indignação) com relação às opiniões do vlogger. Ela realizou a proeza de criar um vídeo de 5:32 minutos tentando argumentar a seu favor. A garota não se preparou para o vídeo, em muitos momentos não sabia o que dizer e nem se deu o trabalho de fazer cortes em certas partes. Não, ela não está errada em se expressar, mas também não atingiu seu objetivo. Entretanto, é admirável sua coragem de se opor, em um site acessado mundialmente, a alguém que faz tanto sucesso como Felipe Neto.


É importante, então, considerar a organização e a coerência na hora de criar um vídeo e também se preocupar em não ofender ninguém ao argumentar a seu favor. Aceitar outras opiniões é igualmente importante, não é mesmo?


Por Bruna Aguiar.


Axl Rose, Duff McKagan e AAAAAAH

Axl Rose, um dos frontmen mais (lindos) polêmicos do universo musical, brigou com seu guitarrista Slash na década de 90, e desde então o Guns N' Roses nunca mais foi o mesmo. Mudanças na formação do conjunto (falar conjunto me lembra gente velha..) acompanham Axl até os dias de hoje, em que o vocalista e o tecladista Dizzy Reed são os únicos membros da formação original que continuam no Gn'R até hoje.
Em 2010, a banda fez sua gigante Chinese Democracy Tour, voltando em solo brasileiro depois de 9 anos, passando por cidades como São Paulo, Rio De Janeiro (cê jura) e Belo Horizonte. (*-*) Experiência que merece uma linha desse blog: FOI MUITO FODA.
Apesar de agora se apresentar um Axl gordinho e suado (muito suado), a banda não perdeu completamente seu potencial e sua credibilidade, dada devido ao suor (hehe) de seu vocalista. Na minha humilde opinião, os "revoltz" que deixaram de ir aos shows por que "a banda não é mais a mesma" e blablabla, se ferrou. Porque foi massa.
Deixando minha experiência de lado e voltando ao que interessa...
Foi divulgada através do facebook do ex-Skid Row Sebastian Bach, uma foto da reunião de Axl Rose e Duff McKagan. Juntos no palco da London's O2 Arena, 13 anos após o baixista deixar o Guns N' Roses.
As 3 músicas apresentadas pelos dois, "You Could Be Mine", "Knockin' On Heaven's Door" e "Nice Boy", com certeza emocionaram fãs da banda presentes. E também os que viram pelo YouTube. Tipo eu.
O frontman descarta, entretanto, qualquer possibilidade de reencontro com todos os integrantes da banda em sua formação original, alegando que nunca dividiria o palco com Slash novamente, e que um dos dois morreria antes da reunião. Rose deixou claro em uma entrevista para a revista Billboard em 2009 que acharia viável uma reunião com Izzy Stradlin e com o próprio Duff, mas era só isso. O baixista disse à Rolling Stone no ano passado que poderia sim vir a se reunir novamente com Axl, e que não tinha grandes restrições quanto aos outros integrantes da banda. Chegou a dizer que amava Axl, e que eles haviam passado por muita coisa juntos, e que ninguém poderia tirar isso deles.
A resistência de Rose, entretanto, se torna uma enorme e pesada pedra no caminho do reencontro tão esperado pelos fãs. Mas o ocorrido entre Axl e Duff essa semana serve como consolo. E que consolo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

2050

Talvez se tivéssemos prestado atenção enquanto aconteciam discursos de ambientalistas não estaríamos nesta situação. Se cuidássemos mais do que é nosso, não estaríamos precisando de tanta ajuda. Ajuda. De quem? Do governo? Das Nações Unidas? Ou da nossa própria consciência, que só nos diria o quanto fomos egoístas durante os anos “iluminados” de nossas vidas? A verdade é que ninguém se importava. Ninguém acreditava que um dia o planeta Terra se tornaria o caos prometido caso não tomássemos uma atitude. E, ainda hoje, nessa situação, os ingratos donos do mundo continuam agindo como se não estivessem lidando com conseqüências de seus próprios atos.

60 anos depois dos grandes avanços tecnológicos que nos derrubaram, não sou eu pagando por meus pecados. E sim, meus filhos. Os filhos dos meus filhos. Os seus filhos. E filhos dos seus filhos.

A situação ambiental que antes era tratada como “eu não faço diferença” ou “não fui eu”, hoje se torna “migrar ou morrer”. Salvar o planeta não é mais uma opção. Ele foi machucado, dilacerado, derrotado, destruído. Completamente.

A nova estação de vida criada em Marte se torna fuga de milhares de sobreviventes ricos e prepotentes, que se acham mais merecedores de vida do que nós, pobres mortais da Terra. E os terráqueos que aqui sobram, perguntam: “Não basta destruir uma atmosfera?” E penso que a resposta elaborada seja “Não”. Os humanos ainda não destruíram uma atmosfera artificial. Os novos habitantes do universo na metade do século XXI não conhecem um urso polar. O animal, que nos meus tempos era visto como “perigo de extinção”, hoje é praticamente um dinossauro. Tem sua existência questionada.

Invernos frios e nevados, assim como verões amenos com praia, sol e vento se tornaram apenas folclores de uma velha avó que passou por isso há 50 anos. Os invernos não são mais frios ou nevados, e os verões são tão quentes, que se tornou praticamente impossível sair ao ar livre nessa época do ano. Se bem que “ar livre” é um conceito praticamente esquecido.

A culpa só bate depois que nós, sobreviventes, vemos a seleção natural da pré-história voltando a todo vapor. O que antes não passava de sensacionalismo, agora é realidade. Milhares de pessoas morrendo por falta de água, e outros milhões perdendo tudo em grandes catástrofes naturais, que se tornaram tão freqüentes depois de tantas trapalhadas que fizemos na pobre e sofrida Mãe Natureza. Sofrida como nós, vítimas de nosso próprio prazer momentâneo de destruir o que era nosso por direito. A diferença é que ela, a Terra, só tentou tornar a vida cada vez mais possível para nós, seus assassinos. Sem sucesso, é claro.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Casamento (e outros delírios)

Fui a um casamento segunda-feira (pois é, esquisito) e eu não posso negar que fiquei meio assim. Que mulherzinha com sonhos cor-de-rosa não quer casar usando um vestidão branco e um Tahiti?
Estou meio apaixonada por esse Louboutin a um tempão, pretendo entrar na igreja com um desse. Mas primeiro tenho que ganhar na mega-sena. (Um Louboutin custa mais ou menos R$6.000,00 - e eu não errei o tanto de zeros)
Ok, ok. O foco não é esse, apesar de ser um blog sobre tudo, não é?

Casamento
Papai ontem me disse com toda sinceridade:
Minha filha, não se case, goze sua mocidade.
Mas no caso já ter dado o meu pobre coração,
fui logo dizendo ao velho: -Isso não.

O velho, de zangado, de branco ficou amarelo
Saiu correndo atrás de mim
Com uma vara de marmelo.

Desci pelas escadas, fui parar lá no cimento
E o velho ainda me disse: -Toma filha, casamento!

Três dias não almocei,
Quatro dias não jantei.
Mas no fim de cinco dias,
Meus senhores, me casei.

Autor desconhecido

Sabe aquele tipo de coisa que você escuta quando criança e nunca mais esquece? Pois é. Acho esse poema muito fofo, e como não tinha nada pra postar... hm... pois é.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

1...2...3... teste

A tecnologia realmente é uma coisa fantástica. Finalmente consegui, agora eu e a Bruna podemos postar com contas diferentes, se é que isso faz sentido.

Mas de qualquer jeito, nós duas continuamos apertadas com as notas, e a gente não tá tendo tempo de postar MESMO! Mas assim que a gente tiver tempo a gente coloca coisa nova aqui!

Beijos!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Em todas as estações


Eu sempre soube que, quando caísse a tempestade, você não tamparia os meus ouvidos para evitar que eu me assustasse com os trovões. Você me levaria até a janela, apontaria para o céu e sugeriria que eu observasse, de olhos arregalados, o relâmpago, aquele lapso de luz avassalador que faz a paisagem estremecer e o coração perder o ar. Você nunca me escondeu dentro do armário para que os meus medos não me encontrassem. Você nunca economizou verdades. Também nunca me poupou sorrisos. E vou dizer: os seus sorrisos me dão a sensação de que, perto ou não, você nunca, nunca deixará de ser a irmã que as mãos da vida, graciosamente, me confiaram como um presente, com direito a cartãozinho e laço de cetim.

Um presente de valor indefectível.