quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
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sábado, 1 de janeiro de 2011
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Top 5 - Livros
Agora que eu e a @brunadisse_ estamos mais ou menos de férias, acreditamos que teremos mais tempo pra atualizar isso daqui, e a gente queria já começar de uma vez. Vamos direto ao que interessa.
Inspirada pelo último livro que li, Alta Fidelidade, de Nick Hornby, (que gerou uma adaptação pras telonas estrelada pelo fofíssimo John Cusack e dirigida por Stephen Freas), resolvi chamar minha parceiríssima blogueira pra fazer a lista de seus 5 livros preferidos, explicando o porquê de cada um estar lá, enquanto eu fazia o mesmo.
Sinceramente, isso é muito difícil. Here we go.
Top 5 – livros
Por @laurafnogueira
1) A Menina Que Roubava Livros – Markus Zusak
Todo o furor causado pela obra não foi à toa. A história de uma menina filha de comunistas narrada pela Morte, no auge da Segunda Guerra Mundial, me envolveu de forma que poucas conseguiram. Sempre fui apaixonada por todo o contexto da Segunda Guerra, e com certeza isso ajudou no meu próprio entusiasmo. Mas, como quase todas as pessoas que leram o livro comentaram, também achei as primeiras 50 ou 100 páginas meio enroladas. Entretanto, como fã da obra, devo recomendar a você, leitor de primeira viagem, que NÃO PARE DE LER, porque vale a pena.
2) Desventuras Em Série – Lemony Snicket
Uma série de 13 livros marcada por azar e desgraça. Lemony Snicket faz com que todos esses elementos desesperadores da história dos Baudelaire se torne fascinante e impossível de largar. As três primeiras obras (Mau Começo, A Sala Dos Répteis e O Lago Das Sanguessugas) deram origem à adaptação cinematográfica estrelada por Jim Carrey. Embora a sequência dos fatos seja alterada no filme, se torna impossível se desvencilhar dos rostos dos atores que interpretam os personagens ao ler a série. Quando comecei a lê-la, tinha 10 anos de idade, uma quantidade praticamente negativa de paciência e apenas metade dos livros publicados em português. E no que isso resultou? Dor de cabeça da minha mãe, que teve que me ouvir reclamando da demora da editora pra lançar os danados. Agora, com os 13 nas prateleiras de todas as livrarias, fica mais fácil pra você, que, como eu, é um leitor-traça.
3) Eu Sou O Mensageiro – Markus Zusak
E olha o Zusak aí de novo. Não, as duas histórias não têm ligação alguma. E não, essa não é narrada pela Morte. Pra ser bem sincera, eu não sei porque esse livro entrou no Top 5. De algum jeito, eu me senti um pouco Ed Kennedy e um pouco Audrey, o que significa que me senti meio ele, e meio apaixonada por ele. Isso acontece às vezes, né? (Por favor não me diga que sou a única maluca que passo por isso) Apesar de ter sido bastante envolvida desde o primeiro capítulo, fiquei um pouco decepcionada com o desfecho. Apesar disso, vale a pena, nem que seja para que eu mesma imagine meu final ideal.
4) O Código Da Vinci – Dan Brown
Acho que da lista toda, este é o mais famoso de todos. Mais querido? Não sei. Só sei que ele caiu no meu conceito quando eu descobri que a maior parte das sociedades descritas na obra são invenções da cabeça fantástica do autor. Inteligente, intrigante e envolvente, o romance te prende aos seus mistérios até a última página. Os anagramas, códigos e escritas ao contrário à lá Leonardo Da Vinci dão vontade de pegar um papel e resolver as charadas você mesmo. E foi o que eu fiz. E é muito divertido.
5) Todo Garoto Tem – Meg Cabot
O mais adolescente e bobinho de todos. Esse livro tem alguma coisa muito especial. A forma como é escrito (com e-mails e fragmentos de diários), torna a leitura fácil, sem deixar que falte peças importantes da história. De todas as obras que eu já li, essa foi a única que eu consegui ler três vezes, e isso se deve à facilidade de devorá-lo em dois dias ou até menos. Um pouco de humor, de crise de mulherzinha (pois é...) e 30kg de romantismo, que são despejados de uma vez só nas últimas páginas do livro, que o fecham com chave de ouro. Ideal pra quem tem um pouco de preguiça de pensar, ou quer dar um intervalo entre leituras de “peso”.
Como falei lá em cima, é muito complicado listar 5 livros preferidos pra alguém que já leu um bocado. Alguns livros me marcaram bastante, e não entraram no TOP porque 5 é um número muito limitante. Dentre eles estão: Confissões De Uma Banda 1 e 2 - Nina Malkin; Alta Fidelidade - Nick Hornby; O Símbolo Perdido - Dan Brown; A Montanha E O Rio - Da Chen; O Pequeno Príncipe - Antoine Saint-Exupéry; A Sombra Do Vento - Carlos Ruiz Zafón -que vai estar (SPOILER, HAHAHAH) no top 5 da Bruna- e outros milhares....
domingo, 29 de agosto de 2010
"Love Lives Forever" MJ
25 de junho de 2009. Na hora do almoço, saía a triste notícia da morte de Farrah Fawcett, a antiga Pantera, uma das mais belas atrizes de Hollywood. Notícia tal que passaria a ser ignorada, devido à acontecimentos chocantes naquela mesma tarde. Duas horas depois, um impacto mundial, um choro doído e desconhecido caía em tantas faces de diferentes idades ao redor do mundo. O Rei Do Pop estava morto. Aquele alguém que influenciou gerações, serviu como base para os grandes artistas do século XXI, e que, durante 40 anos ditou as regras da música, da dança e até da moda, não voltaria mais. Michael Jackson havia partido, deixando para o mundo legados além de seu talento: uma lição de amor e de curar o mundo.
A quinta-feira que foi marcada como o dia mais triste da internet, fez com que sites como o twitter e o gigante Google saíssem do ar, devido às buscas frenéticas de fãs ao redor do mundo querendo notícias do ídolo. Canais de televisão davam seus plantões, proferindo diferentes frases: “O REI DO POP ESTÁ EM COMA”, “MICHAEL JACKSON ESTÁ MORTO”. A confusão só terminou depois das palavras (nem tanto) emocionadas de Jermaine Jackson, que afirmou a morte do irmão às 13h07 (hora local de Los Angeles).
Michael Jackson foi vítima de sua própria fama. Foi morto pelos olhos de invejosos e críticos de plantão que não o deixavam em paz. Isso sem falar nos papparazzi. A grande verdade é que ele viveu rodeado de gente querendo tirar proveito de seu dinheiro, que não se importava com o seu caráter. Ele era julgado e xingado por sua própria família, ao mesmo tempo em que era aclamado e detestado pelo mundo todo. Essa situação o obrigou a viver em reclusão, sozinho, refém de seu próprio louvor. E mesmo marcado com cicatrizes profundas de seu passado e presente, era capaz de subir no palco e se agigantar, tornar-se invencível, e fazer cair o queixo daqueles que o criticavam.
Talvez se não fosse um ser humano tão sensível, não sofreria tanto com os fantasmas de seu próprio ser, perfeccionista como era. Entretanto, era essa sensibilidade que o tornava tão capaz de fazer das tripas coração para dar o melhor aos seus fãs, e doar 300 milhões de dólares para instituições de caridade, e tentar fazer um mundo melhor. Mundo esse que motivou sua glória, e, ao mesmo tempo, a destruiu.
Todas as alterações de sua fisionomia foram uma tentativa de ser bonito, demonstrando novamente o quanto Michael estava infeliz com si mesmo, com sua aparência. Culpa de todos os sanguessugas de talento que não se contentavam em usufruir de sua música, mas tinham que dar palpite também em sua vida pessoal, aumentando ainda mais a proporção de seus “fracassos”.
Apesar da turnê gigante que estava preparando, a mídia não se lembrava mais dele. Bastaram algumas horas após sua morte para que os 15 postos de discos mais vendidos do site Amazon fossem ocupados por álbuns do artista. Para que os Trending Topics do twitter fossem todos relacionados a ele. Isso sem falar nas rádios e na televisão, que começaram a exibir freneticamente especiais e documentários. Todos, é claro, de luto. Ironicamente, sofrendo pela morte causada pela própria mídia.
Alguém como Michael Jackson merece, no mínimo, respeito e admiração. E cabe aos fãs não deixarem suas músicas caírem no esquecimento.
Por Laura Nogueira, 29/08/2010