sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Faz sentido?

Antes de tudo:


Vídeos semanais, ibope, sucesso, muitos acessos, divulgação. Os vloggers alcançaram popularidade, influência e garantiram seu espaço na mídia e na sociedade do século XXI. Mas nem sempre ser vlogger é fácil.

Felipe Neto é um bom exemplo disso. O rapaz de 22 anos é ousado, senão muito corajoso. Em seus vídeos, além de criticar as "modinhas", ele utiliza um vocabulário pesado. Mas, acima de tudo, consegue ser engraçado e divertido pela maneira com que fala. Mesmo assim, ninguém consegue agradar a todos. Não basta divulgar sua opinião e seus gostos sem aceitar os das outras pessoas e ainda ofendê-los sem razão aceitável ou evidente. Apesar do grande número de fãs, Felipe Neto tem também vários "inimigos".


Lorena Brazil é uma garota de 13 anos que faz parte desse grupo e resolveu tornar pública sua raiva (ou indignação) com relação às opiniões do vlogger. Ela realizou a proeza de criar um vídeo de 5:32 minutos tentando argumentar a seu favor. A garota não se preparou para o vídeo, em muitos momentos não sabia o que dizer e nem se deu o trabalho de fazer cortes em certas partes. Não, ela não está errada em se expressar, mas também não atingiu seu objetivo. Entretanto, é admirável sua coragem de se opor, em um site acessado mundialmente, a alguém que faz tanto sucesso como Felipe Neto.


É importante, então, considerar a organização e a coerência na hora de criar um vídeo e também se preocupar em não ofender ninguém ao argumentar a seu favor. Aceitar outras opiniões é igualmente importante, não é mesmo?


Por Bruna Aguiar.


Axl Rose, Duff McKagan e AAAAAAH

Axl Rose, um dos frontmen mais (lindos) polêmicos do universo musical, brigou com seu guitarrista Slash na década de 90, e desde então o Guns N' Roses nunca mais foi o mesmo. Mudanças na formação do conjunto (falar conjunto me lembra gente velha..) acompanham Axl até os dias de hoje, em que o vocalista e o tecladista Dizzy Reed são os únicos membros da formação original que continuam no Gn'R até hoje.
Em 2010, a banda fez sua gigante Chinese Democracy Tour, voltando em solo brasileiro depois de 9 anos, passando por cidades como São Paulo, Rio De Janeiro (cê jura) e Belo Horizonte. (*-*) Experiência que merece uma linha desse blog: FOI MUITO FODA.
Apesar de agora se apresentar um Axl gordinho e suado (muito suado), a banda não perdeu completamente seu potencial e sua credibilidade, dada devido ao suor (hehe) de seu vocalista. Na minha humilde opinião, os "revoltz" que deixaram de ir aos shows por que "a banda não é mais a mesma" e blablabla, se ferrou. Porque foi massa.
Deixando minha experiência de lado e voltando ao que interessa...
Foi divulgada através do facebook do ex-Skid Row Sebastian Bach, uma foto da reunião de Axl Rose e Duff McKagan. Juntos no palco da London's O2 Arena, 13 anos após o baixista deixar o Guns N' Roses.
As 3 músicas apresentadas pelos dois, "You Could Be Mine", "Knockin' On Heaven's Door" e "Nice Boy", com certeza emocionaram fãs da banda presentes. E também os que viram pelo YouTube. Tipo eu.
O frontman descarta, entretanto, qualquer possibilidade de reencontro com todos os integrantes da banda em sua formação original, alegando que nunca dividiria o palco com Slash novamente, e que um dos dois morreria antes da reunião. Rose deixou claro em uma entrevista para a revista Billboard em 2009 que acharia viável uma reunião com Izzy Stradlin e com o próprio Duff, mas era só isso. O baixista disse à Rolling Stone no ano passado que poderia sim vir a se reunir novamente com Axl, e que não tinha grandes restrições quanto aos outros integrantes da banda. Chegou a dizer que amava Axl, e que eles haviam passado por muita coisa juntos, e que ninguém poderia tirar isso deles.
A resistência de Rose, entretanto, se torna uma enorme e pesada pedra no caminho do reencontro tão esperado pelos fãs. Mas o ocorrido entre Axl e Duff essa semana serve como consolo. E que consolo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

2050

Talvez se tivéssemos prestado atenção enquanto aconteciam discursos de ambientalistas não estaríamos nesta situação. Se cuidássemos mais do que é nosso, não estaríamos precisando de tanta ajuda. Ajuda. De quem? Do governo? Das Nações Unidas? Ou da nossa própria consciência, que só nos diria o quanto fomos egoístas durante os anos “iluminados” de nossas vidas? A verdade é que ninguém se importava. Ninguém acreditava que um dia o planeta Terra se tornaria o caos prometido caso não tomássemos uma atitude. E, ainda hoje, nessa situação, os ingratos donos do mundo continuam agindo como se não estivessem lidando com conseqüências de seus próprios atos.

60 anos depois dos grandes avanços tecnológicos que nos derrubaram, não sou eu pagando por meus pecados. E sim, meus filhos. Os filhos dos meus filhos. Os seus filhos. E filhos dos seus filhos.

A situação ambiental que antes era tratada como “eu não faço diferença” ou “não fui eu”, hoje se torna “migrar ou morrer”. Salvar o planeta não é mais uma opção. Ele foi machucado, dilacerado, derrotado, destruído. Completamente.

A nova estação de vida criada em Marte se torna fuga de milhares de sobreviventes ricos e prepotentes, que se acham mais merecedores de vida do que nós, pobres mortais da Terra. E os terráqueos que aqui sobram, perguntam: “Não basta destruir uma atmosfera?” E penso que a resposta elaborada seja “Não”. Os humanos ainda não destruíram uma atmosfera artificial. Os novos habitantes do universo na metade do século XXI não conhecem um urso polar. O animal, que nos meus tempos era visto como “perigo de extinção”, hoje é praticamente um dinossauro. Tem sua existência questionada.

Invernos frios e nevados, assim como verões amenos com praia, sol e vento se tornaram apenas folclores de uma velha avó que passou por isso há 50 anos. Os invernos não são mais frios ou nevados, e os verões são tão quentes, que se tornou praticamente impossível sair ao ar livre nessa época do ano. Se bem que “ar livre” é um conceito praticamente esquecido.

A culpa só bate depois que nós, sobreviventes, vemos a seleção natural da pré-história voltando a todo vapor. O que antes não passava de sensacionalismo, agora é realidade. Milhares de pessoas morrendo por falta de água, e outros milhões perdendo tudo em grandes catástrofes naturais, que se tornaram tão freqüentes depois de tantas trapalhadas que fizemos na pobre e sofrida Mãe Natureza. Sofrida como nós, vítimas de nosso próprio prazer momentâneo de destruir o que era nosso por direito. A diferença é que ela, a Terra, só tentou tornar a vida cada vez mais possível para nós, seus assassinos. Sem sucesso, é claro.

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Casamento (e outros delírios)

Fui a um casamento segunda-feira (pois é, esquisito) e eu não posso negar que fiquei meio assim. Que mulherzinha com sonhos cor-de-rosa não quer casar usando um vestidão branco e um Tahiti?
Estou meio apaixonada por esse Louboutin a um tempão, pretendo entrar na igreja com um desse. Mas primeiro tenho que ganhar na mega-sena. (Um Louboutin custa mais ou menos R$6.000,00 - e eu não errei o tanto de zeros)
Ok, ok. O foco não é esse, apesar de ser um blog sobre tudo, não é?

Casamento
Papai ontem me disse com toda sinceridade:
Minha filha, não se case, goze sua mocidade.
Mas no caso já ter dado o meu pobre coração,
fui logo dizendo ao velho: -Isso não.

O velho, de zangado, de branco ficou amarelo
Saiu correndo atrás de mim
Com uma vara de marmelo.

Desci pelas escadas, fui parar lá no cimento
E o velho ainda me disse: -Toma filha, casamento!

Três dias não almocei,
Quatro dias não jantei.
Mas no fim de cinco dias,
Meus senhores, me casei.

Autor desconhecido

Sabe aquele tipo de coisa que você escuta quando criança e nunca mais esquece? Pois é. Acho esse poema muito fofo, e como não tinha nada pra postar... hm... pois é.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

1...2...3... teste

A tecnologia realmente é uma coisa fantástica. Finalmente consegui, agora eu e a Bruna podemos postar com contas diferentes, se é que isso faz sentido.

Mas de qualquer jeito, nós duas continuamos apertadas com as notas, e a gente não tá tendo tempo de postar MESMO! Mas assim que a gente tiver tempo a gente coloca coisa nova aqui!

Beijos!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Em todas as estações


Eu sempre soube que, quando caísse a tempestade, você não tamparia os meus ouvidos para evitar que eu me assustasse com os trovões. Você me levaria até a janela, apontaria para o céu e sugeriria que eu observasse, de olhos arregalados, o relâmpago, aquele lapso de luz avassalador que faz a paisagem estremecer e o coração perder o ar. Você nunca me escondeu dentro do armário para que os meus medos não me encontrassem. Você nunca economizou verdades. Também nunca me poupou sorrisos. E vou dizer: os seus sorrisos me dão a sensação de que, perto ou não, você nunca, nunca deixará de ser a irmã que as mãos da vida, graciosamente, me confiaram como um presente, com direito a cartãozinho e laço de cetim.

Um presente de valor indefectível.

domingo, 29 de agosto de 2010

"Love Lives Forever" MJ


25 de junho de 2009. Na hora do almoço, saía a triste notícia da morte de Farrah Fawcett, a antiga Pantera, uma das mais belas atrizes de Hollywood. Notícia tal que passaria a ser ignorada, devido à acontecimentos chocantes naquela mesma tarde. Duas horas depois, um impacto mundial, um choro doído e desconhecido caía em tantas faces de diferentes idades ao redor do mundo. O Rei Do Pop estava morto. Aquele alguém que influenciou gerações, serviu como base para os grandes artistas do século XXI, e que, durante 40 anos ditou as regras da música, da dança e até da moda, não voltaria mais. Michael Jackson havia partido, deixando para o mundo legados além de seu talento: uma lição de amor e de curar o mundo.

A quinta-feira que foi marcada como o dia mais triste da internet, fez com que sites como o twitter e o gigante Google saíssem do ar, devido às buscas frenéticas de fãs ao redor do mundo querendo notícias do ídolo. Canais de televisão davam seus plantões, proferindo diferentes frases: “O REI DO POP ESTÁ EM COMA”, “MICHAEL JACKSON ESTÁ MORTO”. A confusão só terminou depois das palavras (nem tanto) emocionadas de Jermaine Jackson, que afirmou a morte do irmão às 13h07 (hora local de Los Angeles).

Michael Jackson foi vítima de sua própria fama. Foi morto pelos olhos de invejosos e críticos de plantão que não o deixavam em paz. Isso sem falar nos papparazzi. A grande verdade é que ele viveu rodeado de gente querendo tirar proveito de seu dinheiro, que não se importava com o seu caráter. Ele era julgado e xingado por sua própria família, ao mesmo tempo em que era aclamado e detestado pelo mundo todo. Essa situação o obrigou a viver em reclusão, sozinho, refém de seu próprio louvor. E mesmo marcado com cicatrizes profundas de seu passado e presente, era capaz de subir no palco e se agigantar, tornar-se invencível, e fazer cair o queixo daqueles que o criticavam.

Talvez se não fosse um ser humano tão sensível, não sofreria tanto com os fantasmas de seu próprio ser, perfeccionista como era. Entretanto, era essa sensibilidade que o tornava tão capaz de fazer das tripas coração para dar o melhor aos seus fãs, e doar 300 milhões de dólares para instituições de caridade, e tentar fazer um mundo melhor. Mundo esse que motivou sua glória, e, ao mesmo tempo, a destruiu.

Todas as alterações de sua fisionomia foram uma tentativa de ser bonito, demonstrando novamente o quanto Michael estava infeliz com si mesmo, com sua aparência. Culpa de todos os sanguessugas de talento que não se contentavam em usufruir de sua música, mas tinham que dar palpite também em sua vida pessoal, aumentando ainda mais a proporção de seus “fracassos”.

Apesar da turnê gigante que estava preparando, a mídia não se lembrava mais dele. Bastaram algumas horas após sua morte para que os 15 postos de discos mais vendidos do site Amazon fossem ocupados por álbuns do artista. Para que os Trending Topics do twitter fossem todos relacionados a ele. Isso sem falar nas rádios e na televisão, que começaram a exibir freneticamente especiais e documentários. Todos, é claro, de luto. Ironicamente, sofrendo pela morte causada pela própria mídia.

Alguém como Michael Jackson merece, no mínimo, respeito e admiração. E cabe aos fãs não deixarem suas músicas caírem no esquecimento.


Por Laura Nogueira, 29/08/2010