quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Top 5 - Livros (2)
Top 5 - Livros
Agora que eu e a @brunadisse_ estamos mais ou menos de férias, acreditamos que teremos mais tempo pra atualizar isso daqui, e a gente queria já começar de uma vez. Vamos direto ao que interessa.
Inspirada pelo último livro que li, Alta Fidelidade, de Nick Hornby, (que gerou uma adaptação pras telonas estrelada pelo fofíssimo John Cusack e dirigida por Stephen Freas), resolvi chamar minha parceiríssima blogueira pra fazer a lista de seus 5 livros preferidos, explicando o porquê de cada um estar lá, enquanto eu fazia o mesmo.
Sinceramente, isso é muito difícil. Here we go.
Top 5 – livros
Por @laurafnogueira
1) A Menina Que Roubava Livros – Markus Zusak
Todo o furor causado pela obra não foi à toa. A história de uma menina filha de comunistas narrada pela Morte, no auge da Segunda Guerra Mundial, me envolveu de forma que poucas conseguiram. Sempre fui apaixonada por todo o contexto da Segunda Guerra, e com certeza isso ajudou no meu próprio entusiasmo. Mas, como quase todas as pessoas que leram o livro comentaram, também achei as primeiras 50 ou 100 páginas meio enroladas. Entretanto, como fã da obra, devo recomendar a você, leitor de primeira viagem, que NÃO PARE DE LER, porque vale a pena.
2) Desventuras Em Série – Lemony Snicket
Uma série de 13 livros marcada por azar e desgraça. Lemony Snicket faz com que todos esses elementos desesperadores da história dos Baudelaire se torne fascinante e impossível de largar. As três primeiras obras (Mau Começo, A Sala Dos Répteis e O Lago Das Sanguessugas) deram origem à adaptação cinematográfica estrelada por Jim Carrey. Embora a sequência dos fatos seja alterada no filme, se torna impossível se desvencilhar dos rostos dos atores que interpretam os personagens ao ler a série. Quando comecei a lê-la, tinha 10 anos de idade, uma quantidade praticamente negativa de paciência e apenas metade dos livros publicados em português. E no que isso resultou? Dor de cabeça da minha mãe, que teve que me ouvir reclamando da demora da editora pra lançar os danados. Agora, com os 13 nas prateleiras de todas as livrarias, fica mais fácil pra você, que, como eu, é um leitor-traça.
3) Eu Sou O Mensageiro – Markus Zusak
E olha o Zusak aí de novo. Não, as duas histórias não têm ligação alguma. E não, essa não é narrada pela Morte. Pra ser bem sincera, eu não sei porque esse livro entrou no Top 5. De algum jeito, eu me senti um pouco Ed Kennedy e um pouco Audrey, o que significa que me senti meio ele, e meio apaixonada por ele. Isso acontece às vezes, né? (Por favor não me diga que sou a única maluca que passo por isso) Apesar de ter sido bastante envolvida desde o primeiro capítulo, fiquei um pouco decepcionada com o desfecho. Apesar disso, vale a pena, nem que seja para que eu mesma imagine meu final ideal.
4) O Código Da Vinci – Dan Brown
Acho que da lista toda, este é o mais famoso de todos. Mais querido? Não sei. Só sei que ele caiu no meu conceito quando eu descobri que a maior parte das sociedades descritas na obra são invenções da cabeça fantástica do autor. Inteligente, intrigante e envolvente, o romance te prende aos seus mistérios até a última página. Os anagramas, códigos e escritas ao contrário à lá Leonardo Da Vinci dão vontade de pegar um papel e resolver as charadas você mesmo. E foi o que eu fiz. E é muito divertido.
5) Todo Garoto Tem – Meg Cabot
O mais adolescente e bobinho de todos. Esse livro tem alguma coisa muito especial. A forma como é escrito (com e-mails e fragmentos de diários), torna a leitura fácil, sem deixar que falte peças importantes da história. De todas as obras que eu já li, essa foi a única que eu consegui ler três vezes, e isso se deve à facilidade de devorá-lo em dois dias ou até menos. Um pouco de humor, de crise de mulherzinha (pois é...) e 30kg de romantismo, que são despejados de uma vez só nas últimas páginas do livro, que o fecham com chave de ouro. Ideal pra quem tem um pouco de preguiça de pensar, ou quer dar um intervalo entre leituras de “peso”.
Como falei lá em cima, é muito complicado listar 5 livros preferidos pra alguém que já leu um bocado. Alguns livros me marcaram bastante, e não entraram no TOP porque 5 é um número muito limitante. Dentre eles estão: Confissões De Uma Banda 1 e 2 - Nina Malkin; Alta Fidelidade - Nick Hornby; O Símbolo Perdido - Dan Brown; A Montanha E O Rio - Da Chen; O Pequeno Príncipe - Antoine Saint-Exupéry; A Sombra Do Vento - Carlos Ruiz Zafón -que vai estar (SPOILER, HAHAHAH) no top 5 da Bruna- e outros milhares....
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
Tudo mini
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Faz sentido?
Felipe Neto é um bom exemplo disso. O rapaz de 22 anos é ousado, senão muito corajoso. Em seus vídeos, além de criticar as "modinhas", ele utiliza um vocabulário pesado. Mas, acima de tudo, consegue ser engraçado e divertido pela maneira com que fala. Mesmo assim, ninguém consegue agradar a todos. Não basta divulgar sua opinião e seus gostos sem aceitar os das outras pessoas e ainda ofendê-los sem razão aceitável ou evidente. Apesar do grande número de fãs, Felipe Neto tem também vários "inimigos".
Lorena Brazil é uma garota de 13 anos que faz parte desse grupo e resolveu tornar pública sua raiva (ou indignação) com relação às opiniões do vlogger. Ela realizou a proeza de criar um vídeo de 5:32 minutos tentando argumentar a seu favor. A garota não se preparou para o vídeo, em muitos momentos não sabia o que dizer e nem se deu o trabalho de fazer cortes em certas partes. Não, ela não está errada em se expressar, mas também não atingiu seu objetivo. Entretanto, é admirável sua coragem de se opor, em um site acessado mundialmente, a alguém que faz tanto sucesso como Felipe Neto.
É importante, então, considerar a organização e a coerência na hora de criar um vídeo e também se preocupar em não ofender ninguém ao argumentar a seu favor. Aceitar outras opiniões é igualmente importante, não é mesmo?
Axl Rose, Duff McKagan e AAAAAAH
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
2050
Talvez se tivéssemos prestado atenção enquanto aconteciam discursos de ambientalistas não estaríamos nesta situação. Se cuidássemos mais do que é nosso, não estaríamos precisando de tanta ajuda. Ajuda. De quem? Do governo? Das Nações Unidas? Ou da nossa própria consciência, que só nos diria o quanto fomos egoístas durante os anos “iluminados” de nossas vidas? A verdade é que ninguém se importava. Ninguém acreditava que um dia o planeta Terra se tornaria o caos prometido caso não tomássemos uma atitude. E, ainda hoje, nessa situação, os ingratos donos do mundo continuam agindo como se não estivessem lidando com conseqüências de seus próprios atos.
60 anos depois dos grandes avanços tecnológicos que nos derrubaram, não sou eu pagando por meus pecados. E sim, meus filhos. Os filhos dos meus filhos. Os seus filhos. E filhos dos seus filhos.
A situação ambiental que antes era tratada como “eu não faço diferença” ou “não fui eu”, hoje se torna “migrar ou morrer”. Salvar o planeta não é mais uma opção. Ele foi machucado, dilacerado, derrotado, destruído. Completamente.
A nova estação de vida criada em Marte se torna fuga de milhares de sobreviventes ricos e prepotentes, que se acham mais merecedores de vida do que nós, pobres mortais da Terra. E os terráqueos que aqui sobram, perguntam: “Não basta destruir uma atmosfera?” E penso que a resposta elaborada seja “Não”. Os humanos ainda não destruíram uma atmosfera artificial. Os novos habitantes do universo na metade do século XXI não conhecem um urso polar. O animal, que nos meus tempos era visto como “perigo de extinção”, hoje é praticamente um dinossauro. Tem sua existência questionada.
Invernos frios e nevados, assim como verões amenos com praia, sol e vento se tornaram apenas folclores de uma velha avó que passou por isso há 50 anos. Os invernos não são mais frios ou nevados, e os verões são tão quentes, que se tornou praticamente impossível sair ao ar livre nessa época do ano. Se bem que “ar livre” é um conceito praticamente esquecido.
A culpa só bate depois que nós, sobreviventes, vemos a seleção natural da pré-história voltando a todo vapor. O que antes não passava de sensacionalismo, agora é realidade. Milhares de pessoas morrendo por falta de água, e outros milhões perdendo tudo em grandes catástrofes naturais, que se tornaram tão freqüentes depois de tantas trapalhadas que fizemos na pobre e sofrida Mãe Natureza. Sofrida como nós, vítimas de nosso próprio prazer momentâneo de destruir o que era nosso por direito. A diferença é que ela, a Terra, só tentou tornar a vida cada vez mais possível para nós, seus assassinos. Sem sucesso, é claro.