quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Top 5 - Livros (2)

Minha vez, meu top 5, uhul. É incrivelmente fascinante a maneira como certos livros nos envolvem, não é mesmo? Em alguns eu sou capaz de me ver na história, no cenário, nas falas, em tudo. Vivendo o livro. E as vezes eu até queria MUITO ter vivenciado a trama, de verdade. Eu tenho inveja de certos personagens, amo outros, quero ser outros...Mesmo que sejam aqueles personagens desgraçosos/desgraçados, eu amo eles. Há um certo charme e tudo mais. hehe...Apresento-lhes meu TOP 5 - livros WOWWW (@brunadisse_)



1) O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón
Bastou as primeiras frases do livro para que eu percebesse que ele se tornaria, com toda certeza do mundo, meu vício maior de todos. "Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. [...] Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço." Zafón conseguiu construir o personagem perfeito em um cenário deslumbrante, Barcelona nos anos 20. David Martín, ainda aos 28 anos, está afogado na própria desgraça, doente e desiludido. Até que surge Andreas Corelli, um suposto editor de livros, de origem exata desconhecida, que promete à David muito dinheiro e saùde. Mas o que David terá de dar em troca não é pouco, e o preço real da encomeda é o que o protagonista terá que descobrir no desenrolar do livro.

2) A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
Foi no o cemitério dos livros esquecidos que toda a trama começou. Daniel Sempere, de apenas 11 anos, foi levado por seu pai até lá. Chegando ao destino ele poderia escolher um livro, qualquer um, e diante dos milhares e millhares deles, o escolhido foi A Sombra do Vento, de Julián Carax. O fascínio pela literatura de Carax fez Daniel iniciar uma busca por informações sobre a vida do autor. Nessa busca ele descobriu que o Julián era pouco conhecido e que seus livros estavam sendo queimados. Uma aventura, que percorre as ruas da Barcelona da década de 40, se inicia à partir disso, a busca se intensifica. Zafón apela novamente ao cenário mais belo de todos, Barcelona, e deixa os leitores envolvidos num universo paralelo de suspense e curiosidade. Para as meninas: Zafón foi absolutamente cruel ao colocar dois homens perfeitos na história, impossível escolher entre Sempere e Carax.

3) O Guardião de Memórias - Kim Edwards
Dolorosas lembranças do passado fizeram Dr.Henry se livrar da filha recém nascida com síndrome de down e dizer à sua mulher, Norah, que a pequena não havia sobrevivido. Henry deu a filha à sua enfermeira, Caroline, e pediu que ela entregasse a menina para adoção. Mas o que ninguém sabia era que Caroline criou Phoebe como sua filha. Norah criou o outro filho, Paul (gêmeo da menina), com muito amor, mas nada conseguiu preencher o vazio deixado pela ausência da filha. A partir daí uma trama marcada por mentiras e traição se desenrola, deixando marcas que nem o tempo consegue apagar. É tentadora a maneira como Kim Edwards conseguiu retratar o drama de Norah, Henry e Paul durante toda a vida deles e, no final, dar espaço à um desfecho de alívio e felicidade.

4) Anjos e Demônios - Dan Brown
Robert Langdon em sua primeira aventura. O professor de simbologia é chamado ao CERN, maior laboratório de física de partículas do mundo, em Genebra, um símbolo marcado à fogo no peito de um cientista suiço, Leonardo Vetra. O assassino, após matar Vetra, rouba uma das armas mais poderosas da história: a antimatéria. Langdon descobre quem está por trás do assassinato: a antiga fraternidade dos Illuminati, agora reerguida. Para impedir que os Illuminati consigam se vingar da Igreja Católica, Robert vai para a Cidade do Vaticano aonde inicia uma perseguição incansável aos mais novos membros da fraternidade. Dan Brown conseguiu, em apenas uma obra, explicar o conflito entre os Illuminati e a Igreja Católica e também planejar a vingança perfeita dos cientistas. Além de tudo, o autor mostra o puta conhecimento (não existem palavras melhores para dar ênfase) nos tópicos sobre esses assuntos. Não podemos deixar de lado também os ambigramas, muito bem feitos, muito engenhosos, muito misteriosos e muito fodas.(passado, igreja católica, illuminati, conflitos etcetc)

5) Fortaleza Digital - Dan Brown
Ensei Tankado, um japônes cretino, com deficiência física causada pelas radiações da super famosa bomba de Hiroshima e ex-funcionário da NSA (Nacional Security Agency), pretendia (e jurou) vingar-se dos EUA. Para isso desenvolveu um algorítmo de encriptação inquebrável, até então considerado impossível, que se fosse publicamente utilizado faria o computador SUPERPOTENTE da NSA, o TRANSLTR, inútil na decodificação de mensagens. Tankado chamou esse algorítmo de Fortaleza Digital e contou com a ajuda de North Dakota (anagrama, bjs) <- (desvendei algo do livro, bjs) para tornar o FG público caso ele não conseguisse cumprir seu objetivo. All of a sudden Ensei morreu, supostamente por um ataque cardíaco. Em plena praça, na Espanha, quase morto, o japônes tenta chamar a atenção de todos à sua volta para seu anel na mão esquerda, que seria a chave do algorítmo. O vice-diretor da NSa, Trevor Strathmore, convida a criptóloga Susan Fletcher e seu noivo, David Becker, para ir a Espanha em busca do bendito anel e evitar que a vingança seja concluída. Os noivos tentam, então, evitar o que poderia se tonrar o maior desastre da história da NSA. E novamente Dan Brown mostra seu conhecimento e abundância de informação pra incrementar bastante o livro.


Tá, repeti dois autores. Por que será, ein? HAHAHA

Por Bruna Aguiar

Top 5 - Livros

Agora que eu e a @brunadisse_ estamos mais ou menos de férias, acreditamos que teremos mais tempo pra atualizar isso daqui, e a gente queria já começar de uma vez. Vamos direto ao que interessa.

Inspirada pelo último livro que li, Alta Fidelidade, de Nick Hornby, (que gerou uma adaptação pras telonas estrelada pelo fofíssimo John Cusack e dirigida por Stephen Freas), resolvi chamar minha parceiríssima blogueira pra fazer a lista de seus 5 livros preferidos, explicando o porquê de cada um estar lá, enquanto eu fazia o mesmo.

Sinceramente, isso é muito difícil. Here we go.

Top 5 – livros

Por @laurafnogueira

1) A Menina Que Roubava Livros – Markus Zusak

Todo o furor causado pela obra não foi à toa. A história de uma menina filha de comunistas narrada pela Morte, no auge da Segunda Guerra Mundial, me envolveu de forma que poucas conseguiram. Sempre fui apaixonada por todo o contexto da Segunda Guerra, e com certeza isso ajudou no meu próprio entusiasmo. Mas, como quase todas as pessoas que leram o livro comentaram, também achei as primeiras 50 ou 100 páginas meio enroladas. Entretanto, como fã da obra, devo recomendar a você, leitor de primeira viagem, que NÃO PARE DE LER, porque vale a pena.

2) Desventuras Em Série – Lemony Snicket

Uma série de 13 livros marcada por azar e desgraça. Lemony Snicket faz com que todos esses elementos desesperadores da história dos Baudelaire se torne fascinante e impossível de largar. As três primeiras obras (Mau Começo, A Sala Dos Répteis e O Lago Das Sanguessugas) deram origem à adaptação cinematográfica estrelada por Jim Carrey. Embora a sequência dos fatos seja alterada no filme, se torna impossível se desvencilhar dos rostos dos atores que interpretam os personagens ao ler a série. Quando comecei a lê-la, tinha 10 anos de idade, uma quantidade praticamente negativa de paciência e apenas metade dos livros publicados em português. E no que isso resultou? Dor de cabeça da minha mãe, que teve que me ouvir reclamando da demora da editora pra lançar os danados. Agora, com os 13 nas prateleiras de todas as livrarias, fica mais fácil pra você, que, como eu, é um leitor-traça.

3) Eu Sou O Mensageiro – Markus Zusak

E olha o Zusak aí de novo. Não, as duas histórias não têm ligação alguma. E não, essa não é narrada pela Morte. Pra ser bem sincera, eu não sei porque esse livro entrou no Top 5. De algum jeito, eu me senti um pouco Ed Kennedy e um pouco Audrey, o que significa que me senti meio ele, e meio apaixonada por ele. Isso acontece às vezes, né? (Por favor não me diga que sou a única maluca que passo por isso) Apesar de ter sido bastante envolvida desde o primeiro capítulo, fiquei um pouco decepcionada com o desfecho. Apesar disso, vale a pena, nem que seja para que eu mesma imagine meu final ideal.

4) O Código Da Vinci – Dan Brown

Acho que da lista toda, este é o mais famoso de todos. Mais querido? Não sei. Só sei que ele caiu no meu conceito quando eu descobri que a maior parte das sociedades descritas na obra são invenções da cabeça fantástica do autor. Inteligente, intrigante e envolvente, o romance te prende aos seus mistérios até a última página. Os anagramas, códigos e escritas ao contrário à lá Leonardo Da Vinci dão vontade de pegar um papel e resolver as charadas você mesmo. E foi o que eu fiz. E é muito divertido.

5) Todo Garoto Tem – Meg Cabot

O mais adolescente e bobinho de todos. Esse livro tem alguma coisa muito especial. A forma como é escrito (com e-mails e fragmentos de diários), torna a leitura fácil, sem deixar que falte peças importantes da história. De todas as obras que eu já li, essa foi a única que eu consegui ler três vezes, e isso se deve à facilidade de devorá-lo em dois dias ou até menos. Um pouco de humor, de crise de mulherzinha (pois é...) e 30kg de romantismo, que são despejados de uma vez só nas últimas páginas do livro, que o fecham com chave de ouro. Ideal pra quem tem um pouco de preguiça de pensar, ou quer dar um intervalo entre leituras de “peso”.


Como falei lá em cima, é muito complicado listar 5 livros preferidos pra alguém que já leu um bocado. Alguns livros me marcaram bastante, e não entraram no TOP porque 5 é um número muito limitante. Dentre eles estão: Confissões De Uma Banda 1 e 2 - Nina Malkin; Alta Fidelidade - Nick Hornby; O Símbolo Perdido - Dan Brown; A Montanha E O Rio - Da Chen; O Pequeno Príncipe - Antoine Saint-Exupéry; A Sombra Do Vento - Carlos Ruiz Zafón -que vai estar (SPOILER, HAHAHAH) no top 5 da Bruna- e outros milhares....

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Tudo mini

Já ouviu falar em microconto? E em twitteratura? São conceitos relativamente novos que são tudo de bom.
A junção de ideias em poucas palavras é fantástica, e eu estaria com o meu futuro garantido se twitteratura desse grana! ahahahah
Então eu escrevi alguns microcontos (que não são tão micro assim, mas poxa, sou principiante) e vou deixar aqui. (já que tem uma década que nem eu nem a @brunadisse_ postamos aqui)


"E pensando arduamente na vida difícil, nos negócios e na amante, mal conseguia dormir. Quando fechou os olhos, não abriu mais. Era mais fácil do que tinha imaginado."

"A luz irregular dos faróis na pista foi a última lembrança antes da pior notícia da sua vida, que dirigia o carro à sua frente."

"Segurando a mão gelada e enrugada da avó, quis voltar atrás. Quatro olhos se fecharam. Dois guardavam lágrimas. Outros dois, escondiam a morte no silêncio do quarto."

"E logo agora que achava que poderia cuidar de sua vida, teria que cuidar da morte."



segunda-feira, 1 de novembro de 2010

2010

Os dias parecem se arrastar cada vez mais...Tudo parecer piorar muito mais do que antes, e muito mais rápido. Não é preciso ser nenhum gênio, estudioso, pesquisador ou biólogo para perceber que, de fato, o mundo está acabando. Os Maias estavam certos, afinal. Tentaram nos alertar, ajudar. E todos os subestimaram, ignoraram e subjulgaram. Agora, até os que acreditaram neles terão que aguentar as consequências, pagar o preço pelos maltratos ao mundo.
É claro que nós, do ano 2010, não seremos os sofredores das maiores catástrofes da história, mas sim as gerações futuras. De um futuro muito próximo, por sinal. E é bem possível que a humanidade só acorde quando não houver mais "cura", quando o planeta Terra já estiver em seus últimos meses de existência. E quando isso ocorrer, virá a tecnologia monstruosa tentando salvar vidas, tentando criar um meio de vida na verdade, em Marte. E então só os mais ricos, poderosos e influentes seres humanos poderão bancar uma "vida nova". O que chega a ser irônico, já que atualmente os que mais percebem, e os primeiros a sentir a contagem regressiva da Terra são os animais. A água, que já era pouca, é quase nula agora. As geleiras estão derretendo e desabrigando ursos polares. Os animais estão morrendo...de calor, de falta de condições para viver. São eles que mereciam uma nova chance de vida.
Mais difícil do que tentar salvar o mundo, é ter que admitir que nós o estamos destruindo. Homo sapiens, a espécie mais "evoluída" de todas, a única racional, é na verdade, uma baita de uma espécie estúpida. Nenhum outro ser vivo seria capaz de destruir o próprio lar, o próprio habitat. Não é atoa que a Terra sobreviveu bem e por tanto tempo sem a humanidade.
Nessa era de tanta pressa e agilidade, o ser humano quis acelerar também o fim do mundo. Esse processo está aumentando sua velocidade incrivelmente, o que nos obriga a correr contra o tempo para freá-lo até que, finalmente, ele pare por completo. Mas pra isso vai ser preciso trabalhar duro para fazer todo mundo "funcionar". E no final, se nada der certo, o mundo vai recomeçar, à partir do caos, de novo...E se as forças que regem o planeta não interferirem e mudarem a formação do ser humano, a vida da Terra será um processo cíclico: nasce de uma bagunça, sobrevive bem por muito tempo e é morta muito rápido. Aí eu, e mais um monte de gente já morta, teremos que agradecer à essas forças, e à quem também não fez nada em prol do mundo, por terem nos assassinado, inúmeras vezes e por vontade própria.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Faz sentido?

Antes de tudo:


Vídeos semanais, ibope, sucesso, muitos acessos, divulgação. Os vloggers alcançaram popularidade, influência e garantiram seu espaço na mídia e na sociedade do século XXI. Mas nem sempre ser vlogger é fácil.

Felipe Neto é um bom exemplo disso. O rapaz de 22 anos é ousado, senão muito corajoso. Em seus vídeos, além de criticar as "modinhas", ele utiliza um vocabulário pesado. Mas, acima de tudo, consegue ser engraçado e divertido pela maneira com que fala. Mesmo assim, ninguém consegue agradar a todos. Não basta divulgar sua opinião e seus gostos sem aceitar os das outras pessoas e ainda ofendê-los sem razão aceitável ou evidente. Apesar do grande número de fãs, Felipe Neto tem também vários "inimigos".


Lorena Brazil é uma garota de 13 anos que faz parte desse grupo e resolveu tornar pública sua raiva (ou indignação) com relação às opiniões do vlogger. Ela realizou a proeza de criar um vídeo de 5:32 minutos tentando argumentar a seu favor. A garota não se preparou para o vídeo, em muitos momentos não sabia o que dizer e nem se deu o trabalho de fazer cortes em certas partes. Não, ela não está errada em se expressar, mas também não atingiu seu objetivo. Entretanto, é admirável sua coragem de se opor, em um site acessado mundialmente, a alguém que faz tanto sucesso como Felipe Neto.


É importante, então, considerar a organização e a coerência na hora de criar um vídeo e também se preocupar em não ofender ninguém ao argumentar a seu favor. Aceitar outras opiniões é igualmente importante, não é mesmo?


Por Bruna Aguiar.


Axl Rose, Duff McKagan e AAAAAAH

Axl Rose, um dos frontmen mais (lindos) polêmicos do universo musical, brigou com seu guitarrista Slash na década de 90, e desde então o Guns N' Roses nunca mais foi o mesmo. Mudanças na formação do conjunto (falar conjunto me lembra gente velha..) acompanham Axl até os dias de hoje, em que o vocalista e o tecladista Dizzy Reed são os únicos membros da formação original que continuam no Gn'R até hoje.
Em 2010, a banda fez sua gigante Chinese Democracy Tour, voltando em solo brasileiro depois de 9 anos, passando por cidades como São Paulo, Rio De Janeiro (cê jura) e Belo Horizonte. (*-*) Experiência que merece uma linha desse blog: FOI MUITO FODA.
Apesar de agora se apresentar um Axl gordinho e suado (muito suado), a banda não perdeu completamente seu potencial e sua credibilidade, dada devido ao suor (hehe) de seu vocalista. Na minha humilde opinião, os "revoltz" que deixaram de ir aos shows por que "a banda não é mais a mesma" e blablabla, se ferrou. Porque foi massa.
Deixando minha experiência de lado e voltando ao que interessa...
Foi divulgada através do facebook do ex-Skid Row Sebastian Bach, uma foto da reunião de Axl Rose e Duff McKagan. Juntos no palco da London's O2 Arena, 13 anos após o baixista deixar o Guns N' Roses.
As 3 músicas apresentadas pelos dois, "You Could Be Mine", "Knockin' On Heaven's Door" e "Nice Boy", com certeza emocionaram fãs da banda presentes. E também os que viram pelo YouTube. Tipo eu.
O frontman descarta, entretanto, qualquer possibilidade de reencontro com todos os integrantes da banda em sua formação original, alegando que nunca dividiria o palco com Slash novamente, e que um dos dois morreria antes da reunião. Rose deixou claro em uma entrevista para a revista Billboard em 2009 que acharia viável uma reunião com Izzy Stradlin e com o próprio Duff, mas era só isso. O baixista disse à Rolling Stone no ano passado que poderia sim vir a se reunir novamente com Axl, e que não tinha grandes restrições quanto aos outros integrantes da banda. Chegou a dizer que amava Axl, e que eles haviam passado por muita coisa juntos, e que ninguém poderia tirar isso deles.
A resistência de Rose, entretanto, se torna uma enorme e pesada pedra no caminho do reencontro tão esperado pelos fãs. Mas o ocorrido entre Axl e Duff essa semana serve como consolo. E que consolo.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

2050

Talvez se tivéssemos prestado atenção enquanto aconteciam discursos de ambientalistas não estaríamos nesta situação. Se cuidássemos mais do que é nosso, não estaríamos precisando de tanta ajuda. Ajuda. De quem? Do governo? Das Nações Unidas? Ou da nossa própria consciência, que só nos diria o quanto fomos egoístas durante os anos “iluminados” de nossas vidas? A verdade é que ninguém se importava. Ninguém acreditava que um dia o planeta Terra se tornaria o caos prometido caso não tomássemos uma atitude. E, ainda hoje, nessa situação, os ingratos donos do mundo continuam agindo como se não estivessem lidando com conseqüências de seus próprios atos.

60 anos depois dos grandes avanços tecnológicos que nos derrubaram, não sou eu pagando por meus pecados. E sim, meus filhos. Os filhos dos meus filhos. Os seus filhos. E filhos dos seus filhos.

A situação ambiental que antes era tratada como “eu não faço diferença” ou “não fui eu”, hoje se torna “migrar ou morrer”. Salvar o planeta não é mais uma opção. Ele foi machucado, dilacerado, derrotado, destruído. Completamente.

A nova estação de vida criada em Marte se torna fuga de milhares de sobreviventes ricos e prepotentes, que se acham mais merecedores de vida do que nós, pobres mortais da Terra. E os terráqueos que aqui sobram, perguntam: “Não basta destruir uma atmosfera?” E penso que a resposta elaborada seja “Não”. Os humanos ainda não destruíram uma atmosfera artificial. Os novos habitantes do universo na metade do século XXI não conhecem um urso polar. O animal, que nos meus tempos era visto como “perigo de extinção”, hoje é praticamente um dinossauro. Tem sua existência questionada.

Invernos frios e nevados, assim como verões amenos com praia, sol e vento se tornaram apenas folclores de uma velha avó que passou por isso há 50 anos. Os invernos não são mais frios ou nevados, e os verões são tão quentes, que se tornou praticamente impossível sair ao ar livre nessa época do ano. Se bem que “ar livre” é um conceito praticamente esquecido.

A culpa só bate depois que nós, sobreviventes, vemos a seleção natural da pré-história voltando a todo vapor. O que antes não passava de sensacionalismo, agora é realidade. Milhares de pessoas morrendo por falta de água, e outros milhões perdendo tudo em grandes catástrofes naturais, que se tornaram tão freqüentes depois de tantas trapalhadas que fizemos na pobre e sofrida Mãe Natureza. Sofrida como nós, vítimas de nosso próprio prazer momentâneo de destruir o que era nosso por direito. A diferença é que ela, a Terra, só tentou tornar a vida cada vez mais possível para nós, seus assassinos. Sem sucesso, é claro.