quarta-feira, 9 de março de 2011

Eu e a felicidade

Afinal, o que é a felicidade? É, todo mundo se questiona e essa pergunta já está batida, eu acho. Mas outro dia surgiu essa discussão na aula de inglês e foi quando eu realmente parei pra pensar sobre isso. É impossível definir o que é a felicidade, é uma coisa muito pessoal. Se formos analisar fria e secamente, uma pessoa que tem casa própria, escolaridade boa, família, amigos e não passa fome é uma pessoa feliz (na minha opinião né). Mas aí você repara que simplesmente TODO MUNDO reclama da vida (generalizando). É quase impossível achar uma pessoa completamente satisfeita com sua vida o tempo todo, isso não existe.
Não importa o quanto você tente colocar na cabeça que tem uma vida boa, você sempre vai encontrar algo para reclamar, afinal o seres humanos não são perfeitos. E, na maioria das vezes, as coisas das quais reclamamos são tão bobas. "Ai, não vou poder sair hoje". "Acabou o chocolate". Nessas horas de reclamação eu lembro de um livro que já li chamado Pollyana. No livro a personagem Pollyana, que é apenas uma garotinha, parece saber muito mais da vida do que qualquer um. Ela joga um jogo eterno, que ela intitula "a vez do contente". É muito simples jogá-lo: basta ver o lado bom de TODAS as coisas. "Ah, mas nem tudo tem seu lado bom". Tem sim, se você não tiver preguiça de procurar. Acho que se todo mundo pelo menos tentasse jogar a vez do contente, seria mais feliz.
Mas enfim, depois de pensar sobre isso tudo eu fui refletir sobre o que me faz feliz. Fiz uma lista bem grande:
- amigos
- família
- roupas
- sapatos
- esmaltes
- piadas
- risadas
- sorrisos
- festa
- viagens
- chocolate
- sucrilhos
- miojo
- livros
- filmes
- tumblr
- música
- twitter
- youtube
- pupe
- omgpop
- fotos
- shoppings
- perfume
- balas
- pirulitos
- rocambole
- laços
- lojas
- lugares bonitos
- arte
- cabelo (meu ne)
- pessoas desconhecidas
- cachorros
- alpacas
- gatos
- joaninhas
- xinxilas
- coelhos
- montanhas
- neve
- frio
- inverno
- plantas
- papel
- lapizeira
- caneta
- tinta
- mãos
- olhos
- água
- tesouras
Cansei, chega né? Haha. Então, eu vi que MUITA coisa me faz feliz, mesmo sendo simples. Eu percebi que não me falta nada, que eu estou completamente realizada e que o que eu conquistar à mais é bônus de felicidade. Agora eu pergunto à você, leitor, o que te faz feliz?

por Bruna Aguiar.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Como Fica Esse Tal De Amor?

Era uma vez uma garota. Era uma vez um garoto. Por alguma razão cósmica, ou porque os deuses quiseram, um dia eles se conheceram. Apaixonaram-se, casaram e viveram felizes para sempre. Essas coisas não existem! Encontros por acaso? Pessoas que estão pré-destinadas a ficarem juntas? Não! Isso é marketing, coisas que filmes água-com-açúcar e livros toscos sobre vampiros metrossexuais e meninas princesas fazem você acreditar que existem.

Na vida real as pessoas estão cada vez mais desacreditadas no amor. Talvez porque o mundo esteja repleto de holofotes brilhantes e chamativos que nos convidam ao “pecado”, à traição, à luxúria, dentre outras tantas coisas.

Se a história do garoto e da garota ocorresse no século XXI, muita coisa seria diferente. Se na fila do pão sua moeda caiu, e um homem de 20 anos pegou, tirou o chapeu pra você, e hoje você está sentada ao lado dele fazendo os preparativos para a festa de Bodas De Ouro e não acordou depois de algumas horas, você teve sorte. Muita sorte. Às vezes acontece de o acaso estar do nosso lado.

Digamos que ele anda meio nervoso. Ou os casais estão abusando de seu árduo trabalho de unir os pombinhos. O fato é que grande parte dos casamentos (como no caso da garota e do garoto) acabam em separação. Vale lembrar de “sábios provérbios”nessas horas, como “em briga de marido e mulher não se mete a colher”. É claro que meter amantes no meio não ajuda em nada também.

Caro amigo(a), concluo dizendo que, se não deu certo, é melhor pular pra próxima. Ninguém é perfeito pra ninguém, e você nunca vai achar alguém assim. Mas, com sorte, vai achar alguém por quem os “perrengues” valham a pena (e isso inclui a toalha na cama, a tampa do vaso levantada e as calcinhas beges penduradas no Box do banheiro). O amor é ótimo, mas é complicado. Mas isso só se for amor. Pegações de uma noite só, querido(a), não são significados de amor. Entenda isso, pelo amor de Deus.

O Novo Ópio

“A religião é o ópio do povo.” Essa frase que um dia fora tão comum, hoje é vista em livros de história e programas de TV que tratam de civilizações antigas. Não é que a sociedade atual não sinta mais necessidade de um “ópio”. O que tem ocorrido ultimamente é uma substituição da religião pela ciência, que, por apresentar respostas com fundamentos lógicos, tem recebido mais “fieis”.

A verdade é que quanto mais as pessoas se convertem para a ciência deixando de lado os dogmas da Igreja, mais elas se sentem sozinhas, pois, diferentemente da religião, a ciência não acolhe. Ela esfrega fatos que mudam as vidas de milhares de pessoas com frieza, sem se importar com a essência humana, que está, como diz a religião, na alma.

Se a sociedade hoje condena a Igreja por ser obsoleta, é porque tem como base os conhecimentos científicos, que evoluem significativamente a cada semana que se passa. A Igreja tenta se adaptar às boas novas que a ciência traz, como fez o Papa Bento XVI ao aceitar o uso da camisinha como método de prevenção da AIDS. Pobre instituição milenar atrasada que não aceita o uso do preservativo como método contraceptivo. Isso seria demais para que ele agüentasse.

Religiosos fanáticos não admitem que se a ciência e a mentalidade humana não tivessem evoluído, sua instituição estaria queimando mulheres vivas até hoje, e cientistas fanáticos não assumem que a “partícula da vida” pode ser o que a Igreja chama de “Deus”.

Mas, afinal, pra que serve a religião? E a ciência? Acredito que a religião seja, para a maioria das pessoas, algo para acreditar. Uma esperança nesse mundo em que guerras, assaltos, assassinatos e crueldades são doses diárias de realidade. A busca incansável pelo inalcançável. Já a ciência, pode ser a ambição humana por respostas, pela tecnologia, pelo novo.

Entretanto, quanto mais respostas, mais perguntas virão, e esse ciclo se perpetuará até o fim dos tempos. Quantos cientistas vão morrer sem saber a resposta chave para o que estavam procurando? E, agora, pergunto: Duas pernas que movem o mundo não podem andar juntas?

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Pro Ar


Só ele sabia o que aquele olhar significava. Nem eu tinha certeza. Mas eu sentia, e como sentia. Alguma coisa como um último forçado, dolorido e insuportável olhar. Depois de tantos anos entre tapas e beijos, realmente achei que saberia lidar com ele a ponto de sobreviver ao momento. Mas é claro que eu nunca aprenderia.

Dias depois de lutar contra meus próprios sentimentos, não consegui manter a razão e acabei sendo impulsionada por ele enquanto conversávamos.

Nos encontramos perto de casa e ele me levou para a dele, onde poderíamos ter um pouco de privacidade. Não tínhamos idéia do que aconteceria, mas isso tornou tudo bem melhor, e foi inesperado, surpreendente, insano e bem prazeroso.

Após suor e suspiros, vieram as lágrimas. Novamente, suspiramos abraçados. Tudo parecia tão certo, enquanto tentava acalmar a voz que gritava dentro de mim pra deixar aquele idiota sozinho, que era como ele merecia ficar, e seguir meu rumo. Mas eu não queria. Sabia que o amava, e sabia que, do seu jeito confuso e atrapalhado, ele me amava também.

Ninguém disse nada, porque não era necessário. Nossos olhares falavam por nós e eu quase deixei tudo pra trás pra eternizar aquele abraço. Não era possível. “Não sou mais uma criança e essa viagem está marcada a meses...” e, pela primeira vez naquele dia, a razão vigorou e fui me vestir.

Passamos em casa e peguei minha mala.

No caminho pro aeroporto, o silêncio engolia as horas felizes que tínhamos passado e impulsionava um luto antecipado. No aeroporto, andava para a sala de embarque como um condenado que caminha para a forca, agarrada à mão dele, que quase tremia.

Era a hora. Soltei sua mão e nos atraímos em outro abraço apertado que durou mais de dois minutos. Passei pelo portão e ele ficou lá, observando a sala de embarque com os olhos cheios d’água.

Quando entrei no avião, olhava pro “bobódromo”, onde os familiares ficavam igual bobos dando tchau pra seus parentes. Tinha um bobo muito especial naquele dia, que eu não via naquele lugar desde que terminamos da última vez.

Oito meses passariam depressa. Era com isso que eu contava.

Decolando, vi a pequena e chorosa silhueta que observava a aeronave de longe e mandei um beijo, mesmo sabendo que ele não veria. Então parei de tentar segurar o choro. E eu chorei muito.

Já estava nas nuvens quando me senti descendo pro inferno que seria aquela viagem tão inoportuna. “Logo agora que a gente ia se acertar...”

Fechei os olhos e tinha a imagem dele em meus braços. Esbocei um sorriso em meio às lágrimas que continuavam caindo.

Eu o tinha de novo. E estava tudo bem naquele momento.

Eu iria voltar para ele. Para nós.


quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Contribuição do amigo!

Pela primeira vez na história do ESPECTRO SINESTESIA temos a colaboração de um amigo! O @lucasbertao escreveu um texto super legal e eu pedi autorização pra colocá-lo aqui, então...


"Vivi. Ainda vivo. Aprendi sozinho a viver, mas escolhi a não viver sozinho. Vivo lembrando daquilo que não aconteceu. Vivo sorrindo para esquecer daquilo que entristece e chorando pra reviver aquilo que me fez bem. Vivo querendo entender as pessoas e ser entendido por elas. Vivo acertando erros e desconcertando acertos. Encontrando um motivo pra colocar tudo em seu lugar. Vivo esperando o melhor de todos e não me arrependendo de ficar desapontado. Vivo querendo nunca perder alguém e sonhando com o dia da sua volta. Vivo procurando um motivo pra acordar e uma desculpa pra dormir. Vivo amando. Vivo pedindo. Vivo sonhando. Sonhando com mais, pedindo mais e amando cada vez mais. Vivi intensamente. Somente vivi. Ainda vivo."

sábado, 1 de janeiro de 2011

FELIZ 2011!


Tá muito tarde pra isso?

Que 2011 venha com muitos amigos, beijos, comidas, dançass, esperanças, foco, grandezas, histórias, iluminação, juventude, lindos(as), maturidade, natureza, ótimas experiências, prosperidade, queijos (?), responsabilidades, sociabilidade, tudo de bom e do melhor, únicas alegrias, vitórias, xilofones e zebras (?) pra todo mundo!

(Porque queijos e zebras são indispensáveis para um ano bacana)

E nem precisa desejar que 2011 seja melhor que 2010, porque ele nem vai ter que fazer muito esforço pra isso.

E QUE VENHA O NOVO!


Beijos, Laura.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Top 5 - Livros (2)

Minha vez, meu top 5, uhul. É incrivelmente fascinante a maneira como certos livros nos envolvem, não é mesmo? Em alguns eu sou capaz de me ver na história, no cenário, nas falas, em tudo. Vivendo o livro. E as vezes eu até queria MUITO ter vivenciado a trama, de verdade. Eu tenho inveja de certos personagens, amo outros, quero ser outros...Mesmo que sejam aqueles personagens desgraçosos/desgraçados, eu amo eles. Há um certo charme e tudo mais. hehe...Apresento-lhes meu TOP 5 - livros WOWWW (@brunadisse_)



1) O Jogo do Anjo - Carlos Ruiz Zafón
Bastou as primeiras frases do livro para que eu percebesse que ele se tornaria, com toda certeza do mundo, meu vício maior de todos. "Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. [...] Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço." Zafón conseguiu construir o personagem perfeito em um cenário deslumbrante, Barcelona nos anos 20. David Martín, ainda aos 28 anos, está afogado na própria desgraça, doente e desiludido. Até que surge Andreas Corelli, um suposto editor de livros, de origem exata desconhecida, que promete à David muito dinheiro e saùde. Mas o que David terá de dar em troca não é pouco, e o preço real da encomeda é o que o protagonista terá que descobrir no desenrolar do livro.

2) A Sombra do Vento - Carlos Ruiz Zafón
Foi no o cemitério dos livros esquecidos que toda a trama começou. Daniel Sempere, de apenas 11 anos, foi levado por seu pai até lá. Chegando ao destino ele poderia escolher um livro, qualquer um, e diante dos milhares e millhares deles, o escolhido foi A Sombra do Vento, de Julián Carax. O fascínio pela literatura de Carax fez Daniel iniciar uma busca por informações sobre a vida do autor. Nessa busca ele descobriu que o Julián era pouco conhecido e que seus livros estavam sendo queimados. Uma aventura, que percorre as ruas da Barcelona da década de 40, se inicia à partir disso, a busca se intensifica. Zafón apela novamente ao cenário mais belo de todos, Barcelona, e deixa os leitores envolvidos num universo paralelo de suspense e curiosidade. Para as meninas: Zafón foi absolutamente cruel ao colocar dois homens perfeitos na história, impossível escolher entre Sempere e Carax.

3) O Guardião de Memórias - Kim Edwards
Dolorosas lembranças do passado fizeram Dr.Henry se livrar da filha recém nascida com síndrome de down e dizer à sua mulher, Norah, que a pequena não havia sobrevivido. Henry deu a filha à sua enfermeira, Caroline, e pediu que ela entregasse a menina para adoção. Mas o que ninguém sabia era que Caroline criou Phoebe como sua filha. Norah criou o outro filho, Paul (gêmeo da menina), com muito amor, mas nada conseguiu preencher o vazio deixado pela ausência da filha. A partir daí uma trama marcada por mentiras e traição se desenrola, deixando marcas que nem o tempo consegue apagar. É tentadora a maneira como Kim Edwards conseguiu retratar o drama de Norah, Henry e Paul durante toda a vida deles e, no final, dar espaço à um desfecho de alívio e felicidade.

4) Anjos e Demônios - Dan Brown
Robert Langdon em sua primeira aventura. O professor de simbologia é chamado ao CERN, maior laboratório de física de partículas do mundo, em Genebra, um símbolo marcado à fogo no peito de um cientista suiço, Leonardo Vetra. O assassino, após matar Vetra, rouba uma das armas mais poderosas da história: a antimatéria. Langdon descobre quem está por trás do assassinato: a antiga fraternidade dos Illuminati, agora reerguida. Para impedir que os Illuminati consigam se vingar da Igreja Católica, Robert vai para a Cidade do Vaticano aonde inicia uma perseguição incansável aos mais novos membros da fraternidade. Dan Brown conseguiu, em apenas uma obra, explicar o conflito entre os Illuminati e a Igreja Católica e também planejar a vingança perfeita dos cientistas. Além de tudo, o autor mostra o puta conhecimento (não existem palavras melhores para dar ênfase) nos tópicos sobre esses assuntos. Não podemos deixar de lado também os ambigramas, muito bem feitos, muito engenhosos, muito misteriosos e muito fodas.(passado, igreja católica, illuminati, conflitos etcetc)

5) Fortaleza Digital - Dan Brown
Ensei Tankado, um japônes cretino, com deficiência física causada pelas radiações da super famosa bomba de Hiroshima e ex-funcionário da NSA (Nacional Security Agency), pretendia (e jurou) vingar-se dos EUA. Para isso desenvolveu um algorítmo de encriptação inquebrável, até então considerado impossível, que se fosse publicamente utilizado faria o computador SUPERPOTENTE da NSA, o TRANSLTR, inútil na decodificação de mensagens. Tankado chamou esse algorítmo de Fortaleza Digital e contou com a ajuda de North Dakota (anagrama, bjs) <- (desvendei algo do livro, bjs) para tornar o FG público caso ele não conseguisse cumprir seu objetivo. All of a sudden Ensei morreu, supostamente por um ataque cardíaco. Em plena praça, na Espanha, quase morto, o japônes tenta chamar a atenção de todos à sua volta para seu anel na mão esquerda, que seria a chave do algorítmo. O vice-diretor da NSa, Trevor Strathmore, convida a criptóloga Susan Fletcher e seu noivo, David Becker, para ir a Espanha em busca do bendito anel e evitar que a vingança seja concluída. Os noivos tentam, então, evitar o que poderia se tonrar o maior desastre da história da NSA. E novamente Dan Brown mostra seu conhecimento e abundância de informação pra incrementar bastante o livro.


Tá, repeti dois autores. Por que será, ein? HAHAHA

Por Bruna Aguiar